Maioria dos portugueses aceitaria um líder político autoritário, mas admitem querer uma democracia

Há cada vez mais portugueses com maior disponibilidade para aceitar regimes autoritários, tecnocráticos ou militares. De acordo com um estudo da Gulbenkian, citado pelo ‘Expresso’, baixou de 41% para 37% a percentagem de portugueses que não quereriam ser governados por um líder autocrático, que não tivesse de se submeter ao parlamento ou a eleições.

De acordo com o estudo “Os valores dos portugueses”, conduzido pelos investigadores Alice Ramos e Pedro Magalhães, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, a maior disponibilidade dos portugueses para regimes autoritários, tecnocráticos ou militares diverge, contudo, da avaliação crescentemente positiva da democracia, com quase nove em cada 10 dos inquiridos afirmam que “ter um sistema político democrático” é uma maneira boa ou mesmo muito boa de governar o país.

“A hipótese avançada pelos investigadores para este desencontro entre a adesão robusta à democracia e o recuo da rejeição de formas não democráticas de governação é existir uma definição imperfeita de democracia entre os inquiridos”, pode ler-se no jornal.

Não é apenas em Portugal que se verifica esta tendência. Em outros países europeus, como Noruega e Áustria, essa percentagem é superior a 80%.

Portugal está na 10.ª posição entre os países analisados, depois da Macedónia, Azerbaijão ou Arménia.





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