Festa do título: Cabrita acusa Sporting de “ausência de cooperação” e uso “abusivo da figura do direito de manifestação”

Na apresentação das conclusões do inquérito da atuação da PSP durante a festa do título de campeão nacional do Sporting, Eduardo Cabrita disse ter existido “ausência de cooperação do Sporting Clube de Portugal às solicitações feitas pela IGAI” (Inspeção-Geral da Administração Interna).

O Ministro da Administração Interna diz que “todas as instituições colaboraram com a Inspeção Geral.” Já “o Sporting Clube Portugal não respondeu a qualquer dos pedidos de esclarecimento feitos pela IGAI”, reforçou. Cabrita sublinha ainda que “recaía essa obrigação sobre o Sporting enquanto instituição de utilidade pública, estatuto que lhe foi atribuído pelo Governo e que determina uma obrigação especial de colaboração.”

E acusa o clube de ter desrespeitado as forças de segurança naquilo que tinha sido determinado: “Não foram cumpridas as determinações do diretor nacional da PSP que estabeleceu um conjunto de atividades que deviam ser realizadas no estádio do Sporting: a colocação de grades, controlo de pessoas e fiscalização. Permitiram a aglomeração de adeptos junto ao estádio”, afirmou.

Na operação de manutenção de ordem pública da PSP, o governante realça “o papel da PSP ao longo da circulação dos dirigentes e atletas do Sporting ao longo da cidade entre o estádio e o Marquês de Pombal, destacando as condições particularmente difíceis, em que foi assegurada a ordem pública.”

Cabrita considerou ainda que existiu um “uso manifestamente abusivo da figura do direito de manifestação” por parte dos adeptos sportinguistas e anunciou que pretende mudar a lei: “Iremos preparar, no meu gabinete, uma proposta de revisão do decreto de lei que regula o exercício do direito à manifestação, que se trata de um diploma pré-constitucional.”

 

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