“Um passo muito importante”: Joe Biden anuncia envio de 31 tanques M1 Abrams para a Ucrânia

Os Estados Unidos da América (EUA) vão enviar 31 tanques M1 Abrams para a Ucrânia, num pacote de ajuda militar avaliado em 400 milhões de euros, avançou o presidente numa conferência de imprensa na Casa Branca.

“Os EUA e a Europa estão particularmente unidos”, frisou reiterando: “Estamos totalmente unidos e a trabalhar estreitamente com os ucranianos. Estamos a preparar novas defesas no sentido de contrariar a tática de estratégia russa no campo de batalha”.

Para o líder dos EUA, a prioridade do país invadido neste momento é “construir o máximo de obstáculos no terreno”, o que levou a maior potência do mundo a disponibilizar mais de 30 tanques de guerra. Ao fazer o anúncio, Joe Biden sublinhou que este é “um passo muito importante” justificando que vai “aumentar a capacidade da Ucrânia para defender o seu território”.

Os M1 Abrams são os “mais capacitados do mundo”, o que os torna difíceis de conduzir. Como tal, os EUA vão dar formação aos soldados ucranianos para que os saibam utilizar, contudo vai ser uma aprendizagem que “demora tempo, tempo que será utilizado para garantir que os ucranianos se encontrarão devidamente preparados para se defender adequadamente”, explicou Biden.

“As tropas russas podiam regressar à Rússia. Assim, esta guerra terminaria hoje”, refletiu o presidente norte-americano ao sublinhar: “Putin esperava que a Europa e os Estados Unidos fossem enfraquecendo e perdendo determinação, mas estava errado. Estava errado no início e continua a estar errado. Estamos unidos”.

Para o alto funcionário dos EUA, “estes tanques são mais uma prova do compromisso duradouro e incansável do país com a Ucrânia e da sua confiança na habilidade das forças ucranianas”.

Este anúncio foi feito no dia em que a Alemanha aprovou o envio dos tanques de guerra Leopard 2 para a Ucrânia e permitiu aos restantes países que dispõem do mesmo armamento que também o façam. Da lista de países que vão contribuir fazem parte o Reino Unido, Polónia e Portugal, sendo que Espanha, Noruega e Finlândia estão ainda a considerar.

Perante uma iminente ofensiva de grande escala da Rússia contra a Ucrânia, esta primavera, Kiev tem reforçado vezes sem conta a necessidade de ver as suas tropas com mais armamento nas frentes de guerra com tanques ocidentais, com o argumento que serão decisivos na luta pela sobrevivência.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 é justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. Esta invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.952 civis mortos e 11.144 feridos, ao notar que estes números estão muito aquém dos reais.

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