Inteligência artificial: Grupo de lobbyistas financiados por Elon Musk quer salvar a Europa dos ‘robôs assassinos’

Enquanto a tecnologia avança todos os dias, campos de investigação e desenvolvimento de tecnologias como a inteligência artificial enfrentam questões de moral e de ética todos os dias. Um dos cenários que grandes questões levanta aos cientistas é a aplicação deste tipo de tecnologias em equipamentos de guerra, para a criação de ‘soldados-robô’.

Nesse sentido, há uma organização não-governamental (ONG), que tem trabalhado afincadamente para prevenir o evento do ‘robôs assassinos’ na Europa e em todo o mundo.
O Future of Life Institute tem baseado a sua atividade no Ato da Inteligência Artificial, legislação que está a ser desenvolvida no Parlamento Europeu, e tem aplicado fortes pressões entre os decisores políticos em Bruxelas, assim como em vários organismos internacionais, para fazer valer a sua influência no combate ao desenvolvimento de Inteligência Artificial com fins mal-intencionados.

Em Bruxelas, a chegada do grupo de lobbying deu que falar, já que os receios que transmitem não seriam os expectáveis, como preocupações relacionadas com a proteção dos consumidores, mas sim resultados mais ‘apocalípticos’ como uma qualquer catástrofe desencadeada pela tecnologia ou pela inteligência artificial. Se há quem ache que estas preocupações sejam “mirabolantes”, escreve o Politico, e que ocupam espaço de discussão de outros assuntos mais relevantes, há quem considere que atuação do Future of Life Intitute tem sido muito eficaz. Aliás, a ONG já enfrentou, e ganhou, processos contra gigantes como a Microsoft e a Google.

“São muito pragmáticos, e têm muita experiência técnica e legal”, explica Kai Zenner, especialista e consultor de política digital que trabalha no Parlamento Europeu.

“Algumas vezes estão demasiado focados ou preocupados com a tecnologia, mas as preocupações que levantam são muito relevantes”, continua o responsável.

Há também quem critique as ligações da instituição a Silicon Valley e muitos multi-milionários no setor da tecnologia.

A ONG Future of Life Institute foi lançada em 2014, pelo investigador Max Tegmark, sendo apoiada e financiada por gigantes tecnológicos como Elon Musk, Jaan Tallin, dono do Skype, ou o magnata das criptomoedas Vitalik Buterin. Estrelas como Morgan Freeman e Alan Alda ou cientistas de renome como Marin Rees e Nick Bostrom estão entre os conselheiros e vogais da ONG.

O objetivo, é impedir que, em qualquer altura, a Inteligência Artifical fuja ao controlo humano.

“Já vimos aviões despenharem-se porque não se conseguia contornar o piloto automático. Vimos o Capitólio dos EUA ser invadido porque um algoritmo estava desenhado para maximizar as interações e visibilidade. Isto são falharas de segurança na inteligência artificial que vemos hoje, à medida que estes sistemas se tornam mais poderosos, os perigos também são mais graves”, afirma Mark Brakel, diretor de política europeia da FLI.

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