Incêndios: Área ardida na Europa é a segunda maior dos últimos 16 anos. E o verão vai a meio

As chamas continuam a carbonizar as florestas da Europa, enquanto as temperaturas elevadas, ondas de calor e o tempo seco se fazem sentir duramente. Até ao momento, a área ardida no “velho continente” já é a segunda maior de que há registo, e o verão ainda vai a meio, esperando-se mais calor intenso e mais incêndios.

De acordo com os dados do Centro Conjunto de Investigação, o serviço de Ciência e conhecimento da Comissão Europeia, os fogos já consumiram 600.731 hectares de área florestal no conjunto dos países da União Europeia desde o início do ano.

Esta é a segunda maior área ardida registada desde 2006, sendo superada apenas pela que se observou em 2017, quando foram consumidos pelas chamas 987.844 hectares de floresta na UE.

A área ardida em 2022 até ao momento já é duas vezes maior do que a área do Luxemburgo, explica a agência ‘Reuters’, e a época estival na região do Mediterrâneo costuma estender-se entre junho e setembro, pelo que, pelo menos dura o atual mês de agosto, poderá esperar-se um aumento da extensão florestal ardida.

Victor Resco de Dios, especialista em incêndios e professor na Universidade Lleida, em Espanha, contou a esse órgão de comunicação social que “os fogos de hoje no Mediterrâneo já não podem ser extintos” e que “os grandes incêndios estão a tornar-se cada vez maiores”.

Os fenómenos de calor extremo e de seca deverão tornar-se cada vez mais frequentes e far-se-ão sentir durante mais tempo, refletindo o aquecimento global fruto da poluição gerada pelas sociedades humanas.

No final de julho, o Secretário-Geral da Organização Mundial de Meteorologia, Petteri Taalas, alertava que “as ondas de calor acontecerão com maior frequência por causa das alterações climáticas”.

“No futuro, as ondas de calor serão normais”, prevê o especialista, alertando que veremos eventos climáticos extremos mais fortes. “Injetámos tanto dióxido de carbono na atmosfera que a tendência negativa continuará durante décadas”, sentenciou Taalas.

A Organização Mundial de Meteorologia avançou esta quinta-feira que “parte do Mediterrâneo e da Europa enfrentam a terceira onda de calor deste verão”, com calor, seca e risco de incêndios florestais que se observam tipicamente nos países do Norte de África.

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