Covid-19: Infeções a subir, hospitais cheios, regresso às restrições. Europa prepara-se (outra vez) para um inverno difícil

A pandemia parece estar longe do fim e certamente neste inverno vai continuar a ensombrar o mundo e a forçar populações e políticos a adaptarem mais uma vez a sociedade à ameaça da Covid-19. A sociedade que foi “libertada” caminha rapidamente para um cenário em que vai ser forçada a recuar e a voltar a restringir.

Muitos países europeus já fizeram marcha-atrás no alívio de restrições e Portugal prepara-se para fazer o mesmo, apesar de, consoante a evolução epidemiológica de cada país, o recuo possa ser maior ou menor.

Pela Europa o cenário agrava dia após dia: Os hospitais começam a ficar pressionados com os internamentos a aumentar, pelas ruas multiplicam-se protestos contra as medidas, há uma fatia da população que continua a recusar a vacina e eventos tradicionais, como mercados de natal, têm vindo a ser cancelados e o uso de máscara começa a voltar a ser obrigatório em vários locais.

Como descreve um artigo do Politico, a realidade tem um lado duro: as vacinas são “milagres médicos, mas não são infalíveis”. E com a predominância da variante Delta, que é altamente contagiosa, combinada com a recusa da vacinação, a pandemia está de volta com força total em toda a Europa.

Os atuais níveis de vacinação na UE são “insuficientes para limitar a incidência de casos de COVID-19 e hospitalizações durante os meses de inverno”, alertou o Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças. As medidas de saúde pública devem ser “aplicadas agora” e ainda podem ser necessárias no Natal.

O Politico refere-se mesmo a Portugal como país “onde praticamente todos os elegíveis estão totalmente vacinados – mais de 86% da população -, e cita Sofia Ribeiro, médica e especialista em saúde pública portuguesa, que defende ser “fundamental fazer com que a mensagem certa seja comunicada à população.”

Mas a verdade é que também no nosso país altamente vacinado, as taxas de transmissão, hospitalizações e mortes estão a aumentar. De acordo com o Politico, isto aconteceu apenas oito semanas depois de o coordenador da task force para a vacinação portuguesa, Henrique Gouveia e Melo, ter dito que o país alcançou “imunidade de grupo”.

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