Hospital dos Lusíadas: Ordem analisa queixa a cinco médicos por xenofobia contra paciente

A Ordem dos Médicos (OM) está a analisar uma queixa contra quatro médicas e um médico do Hospital Lusíadas, acusados de tratamento degradante a um paciente, de acordo com o jornal ‘Público’.

Segundo a mesma publicação, a queixa foi recebida a 2 de Fevereiro e está a ser analisada para decidir se os médicos são, ou não, alvo de um processo disciplinar, que segundo o regulamento, “não implica qualquer pré-juízo de culpa”.

Tudo aconteceu a 23 de setembro, quando Jorlan Vieira entrou nas urgências com uma dor lombar, tendo sido submetido a horas de exames, porque os médicos pensavam que tinha “bolotas” de droga no corpo, algo que não se confirmou.

O jornal adianta que o cidadão foi acusado pelas médicas de ser um correio de droga, com a PSP a ser chamada ao hospital.

O paciente queixou-se que foi alvo de xenofobia por ser estrangeiro já que foi questionado várias vezes sobre a sua origem (brasileira e austríaca, mas com nacionalidade portuguesa).

“Fui tratado como lixo. Estamos a falar de integridade física e mental, fizeram uma coisa contra o meu corpo com base no facto de ser estrangeiro. Sou submetido àquilo porque uma cabeça resolve olhar para uma TAC e olhar para um estrangeiro e dizer que é droga”, disse ao ‘Público’.

Perante o sucedido, o seu advogado escreveu uma carta ao hospital a pedir uma reunião para que assumissem responsabilidades e acordassem uma compensação, uma vez que o seu cliente tinha sido vítima de suspeita e acusação insidiosas.

“Foi difamado, humilhado e objeto de tratamento degradante, muito possivelmente motivado por preconceito e/ou xenofobia”, alvo de detenção ilícita, abuso de poder e tortura policial fora de processo por alguns agentes, lê-se no documento.

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