Faz-se história este domingo? Suécia posiciona-se sobre adesão à NATO e Finlândia oficializa decisão

Os sociais-democratas suecos, atualmente no poder no país, vão decidir este domingo se apoiam a candidatura do país à NATO. “O partido anunciará a sua posição a 15 de maio”, declarou Julia Grabe, porta-voz dos sociais-democratas, à AFP.

O apoio à adesão pelo Partido Social-Democrata sueco, o maior partido do país, seria histórica e representaria uma reviravolta da linha política da força partidária e da primeira-ministra sueca (e líder do partido), Magdalena Andersson. Tal decisão abriria o caminho para a adesão sueca à NATO.

Com o eventual apoio dos deputados sociais-democratas passaria a existir uma larga maioria no parlamento sueco a favor da candidatura do país à Aliança Atlântica.

A reforçar esta posição está a Finlândia que na quinta-feira, na pessoa do Presidente, Sauli Niinistö, e da primeira-ministra, Sanna Marin, se mostrou favorável à adesão do país à Aliança Atlântica. Espera-se que também este domingo a decisão seja anunciada oficialmente em Helsínquia.

“A adesão à NATO fortalecerá a segurança da Finlândia. Enquanto membro da NATO, a Finlândia vai fortalecer toda a aliança de defesa. A Finlândia deverá candidatar-se à NATO sem demoras. Esperamos que os passos nacionais que ainda faltam sejam concluídos com brevidade nos próximos dias”, lê-se no comunicado assinado pelo presidente Sauli Niinistö e pela primeira-ministra Sanna Marin.

Ambos explicam que “agora que se aproxima o momento da tomada de decisões, também enunciamos as nossas próprias posições comuns para informação dos grupos parlamentares e partidos.”

Depois deste anúncio da Finlândia, o governo sueco também mostrou uma posição semelhante, realçando esta sexta-feira as vantagens na adesão do país à NATO. Para a primeira-ministra, Ann Linde, os principais benefícios seriam o reforço da segurança nacional e a estabilização das regiões nórdica e báltica.

“A adesão sueca à NATO aumentaria o limite para conflitos militares e teria um efeito de prevenção de conflitos no norte da Europa”, destacou, acrescentando que “a consequência mais importante da adesão seria a Suécia fazer parte do pacto de segurança coletiva da aliança, estando incluída nas garantias de segurança”.

A Suécia e a Finlândia têm estado fora de alianças militares há décadas. Oficialmente neutras durante a Guerra Fria, a Suécia e a Finlândia permaneceram fora da NATO após a queda da União Soviética (URSS), mas têm mantido alguma proximidade com a Aliança Atlântica desde a década de 1990.

Os dois países são membros da “Parceria para a Paz” da NATO e participam regularmente em exercícios militares conjuntos.

O secretário-geral da NATO, o norueguês Jens Stoltenberg, disse que os dois países são as duas nações não-membros mais próximas da Aliança e que seriam recebidos “de braços abertos” se apresentassem as suas candidaturas.

Contudo, a Rússia já alertou várias vezes nas últimas semanas contra as “consequências políticas e militares” de uma candidatura finlandesa e sueca à NATO.

Ainda ontem, o responsável russo disse que um conflito direto com a NATO pode desencadear uma guerra nuclear. No entanto, a ação militar parece improvável, num momento em que as forças russas mal avançam na Ucrânia.

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