Expansão da Sputnik V no espaço comunitário gera discórdia

A chegada da vacina russa Sputnik V à Eslováquia representou um grande passo no combate à covid-19, numa altura em que o país registava a mais alta taxa de mortalidade por covid-19 per capita no mundo.

Contudo, a utilização da vacina desenvolvida pela Rússia em espaço europeu não é unanimemente acolhida pelos Estados-membros.

São vários os países do bloco europeu que contestam o atraso na avaliação e possível aprovação da Sputnik V na UE, que pediu aos seus membros para suspenderem os pedidos até à confirmação da aprovação no espaço comunitário, tendo Bratislava, sob comando de um Governo abertamente pró-Ocidente, dado um passo adiantado em relação à UE.

Sebastian Kurz, chanceler austríaco, criticou publicamente o bloco europeu pela lentidão com que o processo em torno da aquisição da vacina russa está a ser tratado.

No caso da Eslováquia, foi tornado público que o negócio da compra de dois milhões de doses à Rússia foi concertado pelo primeiro-ministro Igor Matovic, sem o envolvimento do Governo, o que abriu uma crise política dentro do Executivo e levou a pressões para que abandonasse o lugar.

Apesar de a situação epidemiológica no país conhecer melhores dias, a maior parte da população ainda não foi vacinada, pelo que a remessa de 200 mil vacinas chegada da Rússia em março se revelou uma necessidade.

Numa altura em que o espaço comunitário se depara com alguns atrasos na entrega de vacinas, nomeadamente da AstraZeneca, vários líderes europeus já terão dado início a conversações bilaterais à margem da UE.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, está entre os líderes que falaram com Vladimir Putin acerca de um eventual negócio de compra da Sputnik.

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