Euro2020: Detidas 1400 pessoas por apostas ilegais

As autoridades de 28 países, incluindo Portugal, investigaram durante o Euro2020 vários grupos de crime organizado que ganhavam milhões de euros com apostas ilegais e lavagem de dinheiro.

A Operação SOGA VIII da Interpol levou a milhares de buscas e à detenção de cerca de 1.400 pessoas na Ásia e na Europa. As autoridades apreenderam ainda perto de sete milhões de euros em dinheiro vivo, além de computadores e telemóveis, envolvidos em crimes de apostas ilegais que ascendem a mais de 390 milhões de euros.

“O jogo ilegal gera lucros significativos para as redes de crime organizado e muitas vezes está intimamente associado a outros crimes, como lavagem de dinheiro e corrupção”, explica comunicado da Interpol divulgado esta terça-feira.

Só a polícia de Hong Kong deteve mais de 800 suspeitos, incluindo o líder de um esquema de apostas, apreendendo quase 2,3 milhões de euros em dinheiro e os registos que davam conta de centenas de milhões de apostas, tornando-se uma das operações mais bem-sucedidas contra o jogo ilegal de sempre.

Durante a competição, as autoridades italianas fiscalizaram 280 casas de apostas e aplicaram coimas de 1,3 milhões de euros por operações de apostas ilegais.

O comunicado da Interpol refere que houve um aumento na atividade em plataformas de jogos online, fóruns e redes sociais.

Até hoje, as oito operações deste género levadas a cabo pela Interpol resultaram em 19.100 detenções, apreensões de mais de 53 milhões de euros em dinheiro e levaram ao encerramento de mais de quatro mil esquemas de jogos ilegais.

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