Número de estrangeiros que procura casa em Portugal cresce 29%: Norte-americanos já ultrapassam brasileiros

O número de estrangeiros que procuram casa em Portugal cresceu exponencialmente no terceiro trimestre deste ano, revela um estudo da Imovirtual. Segundo o referido portal, o tráfego internacional relativo à procura de casa no nosso país cresceu 29% no último trimestre, face ao período homólogo de 2021, ainda que se registe um decréscimo de 4% quando comparado ao segundo trimestre de 2022.

De acordo com o estudo, são os cidadãos dos Estados Unidos da América (EUA) os que mais pesquisam por casas em território nacional, num volume total de mais 2,5 milhões de pesquisas. Isto representou um crescimento de 132% quando comparado ao trimestre anterior, e um aumento de 988% face ao período homólogo de 2021 (altura em que se registavam umas ‘modestas’ 200 mil pesquisas).

Os números representam uma novidade no mercado imobiliário português: o Brasil, país que até agora era o que maior tráfego de procura de casa em Portugal, caiu para o segundo lugar no ‘top’ de países que mais procuram casa para viver em terras lusas. Registou-se uma quebra de 37% no número de pesquisas feitas por brasileiros que querem viver em Portugal, face ao anterior trimestre de 2022.

Ainda assim, os brasileiros mantêm-se como a segunda nacionalidade que mais procura casa em Portugal, com um volume de 1,9 milhões de pesquisas no terceiro trimestre de 2022, seguidos pelos franceses (1,3 milhões de pesquisas), os suíços (perto de 900 mil pesquisas) e os ingleses  (mais de 625 mil pesquisas).

Lisboa é o distrito mais procurada pelos estrangeiros para viver, registando um incremento de 21% comparativamente ao trimestre anterior, seguido pela região do Porto (mais 4%). O estudo indica que o interesse foca-se principalmente na compra de moradia, categoria que cresceu 4% quando comparado ao trimestre anterior, seguida das categorias de arrendamento de apartamento e compra de apartamento.

Ricardo Feferbaum, diretor geral do portal Imovirtual, adianta os motivos que podem explicar as discrepâncias nos números do terceiro trimestre e o crescimento verificado no mercado norte-americano, apontando fatores que são atrativos, quer para “jovens trabalhadores”, “nómadas digitais” e até para os reformados: “A nível de turismo, tem-se vindo a observar nos últimos dois anos um grande aumento de americanos em Portugal, algo que pode estar também a influenciar a procura por imobiliário. A possibilidade de integrar programas de isenções fiscais será um dos principais motivos, além do custo de vida e do clima”, sublinha o responsável.

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