Especialistas pedem reforma da OMS

O papel e a missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) devem ser repensados e serão necessárias reformas para libertá-la da política e dar-lhe mais independência, afirmaram hoje alguns especialistas em saúde pública, durante uma conferência promovida pela Agência Reuters.

O epidemiologista britânico Neil Ferguson, o epidemiologista Anders Tegnell, conselheiro do governo da Suécia, e o responsável do Centro de Controlo de Doenças da Nigéria, Chikwe Ihekweazu, disseram que a agência de saúde das Nações Unidas enfrentou sérias dificuldades para lidar com uma resposta global à pandemia.

“Precisamos refletir sobre como a arquitetura global pode ser melhorada”, disse Ferguson, incluindo a necessidade de repensar “a liderança de organizações como a OMS e a sua independência”.

“Muitos governos em todo o mundo, incluindo os dos Estados Unidos, Austrália e vários Estados da União Europeia, pediram que a OMS seja reformada ou reestruturada por entre críticas à sua resposta ao surto de covid-19”, lembraram os cientistas.

A OMS foi abalada pela decisão dos Estados Unidos, no ano passado, de suspender o financiamento e foi acusada de estar muito próxima da China na primeira fase da pandemia. Segundo os críticos, Pequim demorou a partilhar informações cruciais sobre o novo coronavírus que apareceu pela primeira vez na cidade de Wuhan.

Na semana passada, a China colocou entraves à investigação da OMS ao atrasar-se na entrega dos vistos de entrada dos cientistas da organização. Pequim afirmou entretanto que tal não passou de um “mal-entendido” e voltou a abrir as portas aos especialistas, cuja entrada em Wuhan está prevista para amanhã.





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