Educação: Escolas perderam 15 mil alunos no ano letivo de 2019/2020

O sistema de ensino registou uma quebra de cerca de 15 mil alunos em território continental no último ano, reflexo da redução geral de população no país, revela o relatório do Governo ‘Educação em Números’. Se considerarmos as regiões autónomas dos Açores e da Madeira o número ascende aos 18 mil.

O estudo que já está publicado no site da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC) agrega anualmente os números relativos a alunos, docentes, estabelecimentos e recursos tecnológicos.

Os dados sobre o ano letivo de 2019/2020 evidenciam a continuidade da redução do número de alunos em todos os subsistemas de ensino, reflexo do decréscimo da população do país.

Regista-se, contudo, uma ligeira subida do número de crianças que frequentam a Educação Pré- Escolar, com mais cerca de 7300 crianças inscritas nesta fase de ensino. Este aumento é acompanhado de uma subida da taxa de escolarização, consequência do esforço de valorização da importância da Educação Pré-Escolar, reconhecida cada vez mais pelas famílias e da abertura de salas na rede pública.

Este relatório continua a permitir verificar o aumento progressivo do número de professores, que não acompanha a redução do número de alunos.

Nos últimos cinco anos, regista-se um aumento de cerca de sete mil professores, “fruto do investimento em medidas de apoio aos alunos, como as tutorias, a redução do número de alunos por turma ou o investimento em programas específicos”, refere o Governo em comunicado. “Este investimento em recursos humanos leva a que se registe também uma diminuição progressiva do rácio alunos/professor (13 no 1.o ciclo; 9,2 no 2.o ciclo; e 8,2 no 3.o ciclo e secundário)”, pode ler-se na mesma nota.

A tutela sublinha também a melhoria global dos resultados na diminuição das taxas de retenção e desistência, com principal destaque para a queda de 4,5% no ensino secundário.

Esta melhoria tem sido consistente ao longo dos anos, sendo de destacar que, em apenas 15 anos, a taxa de retenção baixou de 30,6% para 8,4%.

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