Educação: 66% dos portugueses admite vir a pagar explicações para os filhos

Cerca de 66% dos portugueses admitem que, neste ano letivo, podem vir a pagar explicações para os seus filhos, um crescimento face aos 55% que já recorreram a aulas particulares no passado.

A conclusão é de um estudo da plataforma de prestação de serviços Fixando, que inquiriu 5.420 encarregados de educação.

As famílias revelam gastar, em média, 322 euros anuais em explicações, por cada filho. A esta quantia acresce um valor médio anual de 1.106 € para as restantes despesas associadas à escola (material escolar, transportes, entre outros).

Mais de metade (51%) dos inquiridos considera que a pandemia teve um impacto muito negativo no ensino das crianças e jovens. No mesmo inquérito, o ensino à distância é o fator prejudicial mais referido pelos portugueses (50%). Além desse, também é apontada a falta de motivação por parte dos alunos (31%) e as dificuldades associadas à concentração (30%).

Do lado dos docentes, é destacada a falta de motivação destes (26%). O número elevado de alunos por turma tem já sido sentido, no passado, como um obstáculo à prossecução mais simples das aulas, e continua a ser indicado pelos portugueses como uma agravante das dificuldades no ensino (23%).

Este aproveitamento condicionado do ensino à distância por parte de alunos e professores tem motivado também a procura de aulas particulares, com a Fixando a registar, em 2020, um aumento de 56% no número de professores inscritos na plataforma face a 2019 e, em 2021, um novo aumento de 29%.

Após a divulgação das colocações de professores pelo Ministério da Educação, entre 13 de agosto e 13 de setembro, este aumento ascendeu aos 100 novos professores inscritos.

Entre as disciplinas com mais oferta destacam-se as aulas de Inglês, de Português e de Matemática, seguidas das aulas de preparação para os exames nacionais de acesso ao ensino superior – um dos fatores que, anualmente, tende a gerar mais ansiedade aos estudantes que ambicionam prosseguir estudos universitários.

O inquérito foi realizado a 5.420 utilizadores da plataforma de serviços, entre os dias 6 e 10 de setembro.

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