Dor de cabeça, défice de atenção ou queda de cabelo. Especialistas identificam mais de 50 sequelas da Covid-19

Foram identificados mais de 50 sintomas de longo prazo em pessoas que estiveram infetadas com o novo coronavírus, de acordo com um estudo do publicado na Nature’s Scientific Reports.

O estudo, liderado pela neurocientista Sonia Villapol, registou mais de meia centena de efeitos persistentes que variam de ligeiros a debilitantes e duram de semanas a meses em doentes já recuperados da covid-19.

O estudo, analisou uma amostra de 47.910 doentes, conclui que a fadiga está no topo da lista de sintomas de longo prazo com 58% das pessoas a relatarem este efeito, seguida por dores de cabeça (44%), défice de atenção (27%) e queda de cabelo (25%). Outros doentes recuperados relataram ainda falta de ar (24%), perda de paladar (23%) e perda do olfato (21%).

Outros sintomas foram associados a doenças pulmonares, como tosse, desconforto torácico, diminuição da capacidade pulmonar, apneia do sono e fibrose pulmonar. Problemas cardiovasculares, como arritmias e miocardite, também foram registados entre o grupo de doentes estudados.

Mas há ainda relatos de outros sintomas como zumbidos ou suores noturnos. Os investigadores encontraram ainda uma prevalência de sintomas neurológicos e psiquiátricos, como demência, depressão, ansiedade e transtornos obsessivo-compulsivos.

O estudo concluiu ainda que 80% dos adultos recuperados tinham pelo menos um sintoma de longo prazo com duração de semanas a meses após uma infecção ligeira, moderada ou grave.

Os estudos reuniram informações relatadas pelos doentes recuperados, registos médicos e avaliações clínicas, durante o período de acompanhamento pós-doença que variou entre 14 a 110 dias.

A investigação analisou vários indicadores, como radiografia ou TAC, risco de coágulos sanguíneos, presença de inflamação, anemia e indicadores de possível insuficiência cardíaca, infeção bacteriana e danos pulmonares.

 

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