Destino do Alqueva depende da chuva: Se o inverno for muito seco, teremos de escolher “se queremos água ou energia”, alerta responsável

A barragem do Alqueva é uma das que ficou de fora da proibição do Governo que determina a suspensão, a partir do próximo dia 1 de outubro, da utilização da água para outros fins que não sejam o consumo humano. Apesar de ter níveis acima do mínimo exigido para permitir a produção hidroelétrica, essa albufeira alentejana poderá enfrentar sérias dificuldades se não chover e passar a fazer parte dessa lista.

José Pedro Salema, presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA), entidade responsável pela gestão dessa barragem, confessa à ‘TSF’ que poderá ter de vir a tomar “uma decisão difícil” se durante o inverno não chover o suficiente para revitalizar a água que vai saindo da albufeira.

Preferindo aguardar pelas estimativas da Agência Portuguesa do Ambiente, que deverão ser conhecidas até ao final do próximo mês, para equacionar possíveis vias de atuação, José Pedro Salema avisa, contudo, que “se tivermos um inverno muito seco, de facto, podemos ser confrontados com uma decisão difícil: se queremos água ou energia”.

Caso o peso da produção energética acabe por prevalecer, “vamos pôr em causa o abastecimento agrícola para produzir energia”. No entanto, mostra-se otimista, afirmando que “penso que não vamos lá chegar” e que “acredito que não vamos ter de tomar essa decisão”.

De acordo com o Plano de Poupança Energética, publicado ontem em Diário da República, o Governo decreta em 15 albufeiras está suspensa, ainda que temporariamente, o uso das águas armazenadas, “até que sejam alcançadas as cotas mínimas da sua capacidade útil que venham a ser estabelecidas”.

A ordem abrange, além do Alqueva, as albufeiras de Alto Lindoso, Alto Rabagão, Castelo do Bode, Caniçada, Cabril, Paradela, Lagoa Comprida, Salamonde, Santa Luzia, Vilar-Tabuaço, Vilarinho das Furnas, Vendas Novas, Baixo Sabor e Gouvães.

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