Declarações de Marta Temido: Depois de Marcelo, também Costa elogiou “resiliência” dos médicos portugueses

A Ministra da Saúde provocou uma onda de indignação junto da classe médica depois de ontem ter dito no Parlamento que era necessário investir na “resiliência” dos profissionais de saúde. Hoje, já pediu desculpa por ter sido “mal interpretada” e tanto o Presidente da República como o primeiro-ministro vieram falar hoje precisamente da resiliência dos médicos.

“Pudemos constatar mesmo nos momentos mais terríveis desta pandemia, mesmo nos meses de janeiro e fevereiro do ano passado, o Serviço Nacional de Saúde e todos os seus profissionais, desde os assistentes operacionais aos médicos, todos mostraram uma total dedicação, resiliência, empenho, esforço, no cumprimento da sua função e isso é absolutamente indiscutível”, disse hoje António Costa na apresentação das novas medidas de combate à pandemia.

“Todos estamos gratos àquilo que é o esforço extraordinário do SNS. Se tudo corre bem, não. Claro que nem tudo corre bem”, admite. Mas sublinhou: “Temos 28 mil mais profissionais de saúde do que aqueles que dispúnhamos em 2015 e interrogo-me o que seria enfrentar a pandemia com o número de profissionais que tínhamos nessa altura.

Já hoje Marcelo Rebelo de Sousa tinha dito que “se há característica que os profissionais de saúde demonstraram, além da devoção e além da competência, é a resiliência”. Para o Presidente, os profissionais demonstraram “resistência” e o “Governo reconheceu-o”.

O dirigente do Sindicato Independente dos Médicos reagiu às declarações de Marta Temido e disse que ministra “não tem qualquer autoridade para dar lições de resiliência.”



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