Crise climática custa 12 mil milhões anuais à UE. Nova estratégia visa combater as alterações

A Comissão Europeia adotou uma nova estratégia de combate às alterações climáticas, procurando reduzir os impactos económicos que estas têm vindo a exercer no bloco dos 27 países.

De acordo com a representação da Comissão em Portugal, “na UE estas perdas são já, em média, superiores a 12 mil milhões de euros por ano”. Mais: “Segundo estimativas prudentes, um aquecimento global de 3 °C acima dos níveis pré-industriais provocaria, para a economia atual da UE, uma perda anual de, pelo menos, 170 mil milhões de euros.”

Além disso, não é somente a economia que sai a perder, pois os cidadãos são, de imediato, atingidos pelas consequências das mudanças no clima. “A catástrofe natural mais mortífera do mundo em 2019 foi a vaga de calor que assolou a Europa e provocou 2.500 mortes”, recorda a mesma fonte.

Para Frans Timmermans, vice-presidente executivo com o Pacto Ecológico Europeu a seu cargo, “a pandemia veio recordar de forma dramática que uma preparação insuficiente pode ter consequências trágicas. Não existe uma vacina contra a crise climática, mas ainda assim podemos combatê-la e preparar-nos para as suas consequências inevitáveis. As repercussões das alterações climáticas já se fazem sentir tanto dentro como fora da União Europeia. A nova estratégia para a adaptação às alterações climáticas permite-nos acelerar e aprofundar os trabalhos preparatórios”.

A representação da Comissão em Portugal refere que a nova estratégia vai desenvolver-se em diferentes caminhos, “melhorando os conhecimentos sobre os impactos das alterações climáticas e as soluções de adaptação; reforçando a planificação da adaptação às alterações climáticas e aumentando as avaliações dos riscos climáticos; acelerando as medidas de adaptação; e contribuindo para reforçar a resiliência face às alterações climáticas a nível mundial”.





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