Covid-19: Ursula von der Leyen afirma que a Pfizer garante entrega de vacinas na Europa no primeiro trimestre

Em conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro, António Costa, a propósito da presidência portuguesa da UE, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considerou «imperativo que continuemos os nossos esforços para nos proteger, mas é duro, estamos aqui em conjunto, temos de ultrapassar a pandemia juntos e a União Europeia vai ajudar todos os Estados-membros», garantiu.

«Ao longo destes meses teremos de nos centrar nas prioridades e uma delas é a vacinação que é a luz ao fundo do túnel nesta pandemia», afirmou, sublinhando, sobre as vacinas da Pfizer e da Moderna: «Temos doses suficientes para imunizar mais de 80% da população europeia.»

Von der Leyen adiantou que, «no início desta semana, a AstraZeneca, pediu à Agência Europeia do Medicamento a autorização para a sua vacina e com esta terceira vacina na Europa teremos um total de mil milhões de doses disponíveis», adiantou.

«Para nós é importante que possamos gerir a situação da entrega das vacinas e, tal como muitos de vós, recebi a notícia dos atrasos na Pfizer e telefonei imediatamente ao CEO, que me explicou que há um atraso nas próximas semanas, mas garantiu que todas as doses pedidas no primeiro trimestre serão entregues», revelou a Presidente da Comissão.

Para além disso, segundo a responsável, o CEO «empenhou-se pessoalmente em diminuir o atraso e em garantir que vai haver uma recuperação tão breve quanto possível, por isso foi muito importante transmitir a mensagem que nós precisamos mesmo das doses no primeiro trimestre».

Depois, a responsável indicou: «Temos de nos manter vigilantes, ainda não saímos da pandemia e as novas variantes aumentam a velocidade de disseminação do vírus», razão pela qual «temos de aumentar as capacidades de sequenciação na UE, que é a única forma que temos de reagir».

«São tempos extremamente desafiantes e a Presidência Portuguesa não podia ocorrer numa altura mais decisiva do que esta na Europa», referiu, sublinhando que o continente está a passar por um período «extraordinariamente difícil, em muitos estados-membros sabemos que a situação é muito grave no que toca à pandemia de covid-19», com o aumento dos casos e o surgimento de novas variantes.

Outra prioridade é a recuperação económica, disse a dirigente política, apelando aos Estados-membros para que «rapidamente ratifiquem o pacote de recuperação». Para isso, «posso contar com a presidência portuguesa e iremos trabalhar em íntima ligação com os Estados-membros, sendo o nosso objetivo que o dinheiro comece a entrar antes do final da presidência portuguesa».





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