Covid-19: Pais ‘entopem’ centros de saúde e pediatras com chamadas por causa de vacina para crianças

Os pais estão a ‘entupir’ com chamadas centros de saúde e multiplicam-se os contactos para os pediatras, depois de a Direção-Geral da Saúde (DGS) ter deixado nas mãos dos médicos a decisão de passar uma prescrição médica para vacinar os cerca 400 mil adolescentes dos 12 aos 15 anos sem doenças associadas.

Está assim lançado o caos na vacinação das crianças, avança a edição de hoje do Correio da Manhã. Os médicos defendem a vacinação dos 12 aos 15 anos e pedem clareza nas regras.

Segundo escreve o CM, a recomendação da DGS motivou queixas à Ordem dos Médicos por parte de centros de saúde por haver muitos pais a telefonarem para saber o que têm de fazer para vacinar os filhos.

“Os médicos não sabem o que hão-de fazer”, diz o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, defendendo a vacinação de todas as crianças acima dos 12 anos. “É uma questão de segurança”, reforça ao CM, exigindo a “rápida revisão” da norma da DGS.

O diretor do Centro Materno-Infantil do Norte, Caldas Afonso, também demonstrou ao mesmo jornal descontentamento com as determinações da DGS. “Não parece muito acertado os pediatras passarem uma declaração a indicar que a criança é saudável. O que fazemos é precisamente o contrário. Se uma criança pertence ao grupo de risco por ter uma insuficiência renal crónica, é então elaborada a declaração”, explica. Segundo o especialista, esta norma “vai sobrecarregar os médicos de um trabalho que é administrativo”.

Por outro lado, o constrangimento dos serviços ameaça criar desigualdades “brutais” entre as crianças e famílias que podem ir ao médico e ter acesso a uma prescrição para serem vacinadas e as que não têm, considera o bastonário dos Médicos, Miguel Guimarães.

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