Covid-19: Os dois planos do Reino Unido para combater a pandemia no inverno

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, já apresentou em detalhe o plano do Governo para combater a pandemia nos próximos meses do outono e inverno.

De acordo com a síntese publicada pela BBC, o líder do governo britânico apresentou um plano A, que passa por continuar a aumentar as taxas de vacinação, recomendar o isso de máscara, a higiene das mãos e testagem. Boris Johnson sublinhou que há ainda cinco milhões de pessoas no país por vacinar.

Porém, se este plano for insuficiente para conter a pandemia, o Governo tem um plano B na manga, com medidas extra, no qual se inclui os passaportes sanitários, o regresso da obrigatoriedade da máscara e o teletrabalho.

É possível que a combinação do inverno com a variante Delta possa resultar na necessidade de implementação do plano B, acrescentou o diretor-geral de Saúde de Inglaterra, Chris Whitty.

Questionado pelos jornalistas sobre o que faria desencadear o Plano B, Whitty apontou três fatores: a taxa hospitalizações, a taxa de variação desses internamentos e a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.

Sobre os passaportes Covid, que foram criticados por alguns deputados e empresas, o primeiro-ministro disse que “simplesmente não é sensato” “descartar completamente” esta opção.

Boris Johnson disse ainda que os certificados “podem ainda fazer a diferença” entre manter as empresas abertas em pleno ou não.

O primeiro-ministro referiu ainda que, dado o elevado nível de vacinação e anticorpos na população do país, pequenas mudanças podem agora ter um impacto maior e “dar a confiança” de que não será necessário regressar aos “bloqueios do passado”.

Recorde-se que ontem, o diretor geral de saúde de Inglaterra, Chris Whitty, juntamente com os seus homólogos da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, recomendaram ao Governo a vacinação universal para adolescentes com idades entre os 12 e os 15 anos.

Além disso, o Reino Unido vai começar a dar uma terceira dose de vacina a partir da próxima semana aos maiores de 50 anos, como anunciou hoje o ministro da Saúde, Sajid Javid.

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