Covid-19: Marcelo não quer período que estamos a viver além do primeiro trimestre

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deixou hoje um apelo no sentido de que os portugueses se esforcem para que o período de confinamento que agora se iniciou não vá além do primeiro trimestre. “É fundamental que os portugueses entendam que a aplicação das medidas que vier a ser feita neste primeiro período, o da quinzena imediata, corra bem porque há uma reponderação no fim da primeira quinzena antes de avançar para aquilo que foi previsto numa perspetiva de um mês”, disse, em declarações transmitidas pelas televisões.

Distinguindo o confinamento que hoje se iniciou do anterior, desde logo porque o anterior foi “mais rigoroso, mais drástico, se quiserem, mais dramático pelo inesperado, pelo improviso e pelo choque foi para os portugueses”, Marcelo indicou que hoje “os portugueses sabem mais acerca da pandemia, estão mais conscientes e percebem que o que importa neste confinamento é achatar a curva, inverter a tendência e fazê-lo o mais rapidamente possível, isto é, limitar o período que estamos a viver ao mês de janeiro e, porventura, ao mês de fevereiro, ao primeiro trimestre deste ano e não deixarmos deslizar para o segundo trimestre do ano. Porque isso significa prolongar a crise e aprofundar a crise económica e social que também vai deslizando. E significa depois ser mais difícil o controlo tardio dos acontecimentos. E como sabemos que a vacinação, que está a avançar, avança sempre nesta fase de modo mais lento do que a pandemia, precisamos de a controlar para dar tempo à vacinação no sentido de que recupere este desfasamento.”

E acrescentou: “Olhando para as ruas, fica-se com a sensação de que o confinamento é menos forte, menos radical do que o primeiro – e é, basta as escolas estarem abertas, mas é importante que os portugueses o vivam ajudando a que seja eficaz – e tem de ser eficaz.”

Por outro lado, o chefe de Estado admitiu que Ursula von der Leyen lhe confessara “esperar muito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia”. E explicou as razões: “Porque, como os europeus todos, esperamos muito do esforço de vacinação e, portanto, de luta contra a pandemia; espera muito porque todos esperamos que a regulamentação do quadro financeiro multianual, que começa a ser aplicado este ano, seja rápida e chegue a toda a parte; espera muito porque todos esperamos, apesar da notícia de eleições nos Países Baixos no fim da primavera, que até ao termo da presidência portuguesa possa haver a ratificação, pelos Estados da União Europeia, do plano de recuperação e resiliência; e espera-se também muito quanto ao arranque da conferência sobre o futuro da Europa.”

Em síntese, enumerou aquilo que considerou “aspetos fundamentais”: “Vencer a pandemia, e a vacinação é crucial; desbloquear o dinheiro e, depois, olhar para o futuro da Europa.” Marcelo admitiu ter ouvido elogios “à posição portuguesa e ao arranque da presidência portuguesa e à predisposição do Governo português”.

O Presidente da República estimou que seja “um semestre muito cheio, muito difícil, uma presidência muito difícil, porque depois ainda há a cimeira social, a cimeira com a Índia, os encontros com África, a melhoria do relacionamento, agora na nova fase, da vida política norte-americana, são muitas frentes ao mesmo tempo e algumas exigentes como é o caso da vacinação e do combate à pandemia, porque são para ontem, não são para amanhã. Mas fiquei muito feliz por aquilo que ouvi acerca do início da presidência portuguesa. Todos esperamos que seja assim até ao final do mês de junho.”





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