Covid-19: Joe Biden planeia adiar segunda dose da vacina

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou hoje que distribuirá mais doses disponíveis de vacinas contra o coronavírus e adiará a segunda dose, revertendo assim a prática da Administração Trump de reter vacinas e garantir que estejam disponíveis para quem já tomou a primeira injeção.

A medida anunciada pela equipa de Biden através de comunicado é uma resposta ao processo de aplicação das vacinas que o próximo Presidente considera lento.

Mas a Food and Drug Administration (FDA), reguladora do setor, já reagiu ao comunicado de Biden e avisou: “Distribuir vacinas sem ter certeza absoluta de que uma segunda dose está disponível é contrário às recomendações da FDA”.

A Administração Trump reteve até agora cerca de metade das doses das vacinas produzidas pelas farmacêuticas Pfizer/BioNTech e Moderna. A justificação é que, desta forma, se garante que as doses estão disponíveis quando as pessoas voltarem para a segunda aplicação.

A declaração de Biden não deixou claro quantas doses disponíveis ainda existem. O futuro Presidente divulgará mais detalhes na próxima semana, conforme avança a Sky News.

Segundo uma fonte próxima de Biden revelou à Bloomberg, a equipa de transição do futuro ocupante da Casa Branca “está confiante de que os fabricantes conseguirão dar resposta às doses necessárias para a população”.

Para tal, a futura Administração irá aplicar, por analogia, “a Lei da Produção de material militar, forçando a produção de mais doses caso seja necessário”, conforme refere a agência.





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