Covid-19: Itália soma 15.943 casos e o país prepara reabertura a partir de dia 26

A Itália registou 15.943 contágios pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, divulgaram hoje as autoridades italianas, no dia em que o Governo de Mario Draghi anunciou a reabertura gradual do país a partir de 26 de abril.

Com o registo destes novos contágios, o país totaliza, até à data, 3.842.079 casos de pessoas que ficaram infetadas com o novo coronavírus (SARS-Cov-2), de acordo com o boletim informativo do Ministério da Saúde italiano.

O país somou 429 óbitos nas últimas 24 horas, um aumento quando comparado com as vítimas mortais contabilizadas no dia anterior (380).

O número total de mortes recenseadas no território italiano desde o início da crise pandémica, em fevereiro de 2020, situa-se agora nos 116.366, de acordo com a mesma fonte.

No que diz respeito aos recuperados, o país regista um total de 3.218.975, um aumento de 18.779 recuperações face ao dia anterior.

Existem 506.738 casos positivos de covid-19 que estão atualmente ativos em Itália, um decréscimo de 3.285 casos em relação aos dados divulgados na quinta-feira.

A grande maioria destes doentes estão nas respetivas casas com sintomas ligeiros da doença ou estão assintomáticos.

A pressão sobre os hospitais italianos verificou novamente um decréscimo nas últimas 24 horas, com menos 895 pessoas hospitalizadas, com um total de 28.109 doentes internados.

Destes pacientes, 3.366 encontram-se em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos 51 em comparação ao dia anterior.

A curva de contágios em Itália mostra um “lento decréscimo” e “em quase todas as regiões a incidência cai, que é de 182 casos por cada 100 mil habitantes”, declarou o presidente do Instituto Superior de Saúde italiano, Silvo Bursaferro, numa conferência de imprensa.

A campanha de vacinação em Itália prossegue e 14.377.002 doses já foram administradas em todo o país.

Um total de 4.273.149 pessoas já foram inoculadas com as duas tomas necessárias das vacinas atualmente disponíveis no país.

Estes indicadores são conhecidos no dia em que o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, anunciou que o país começa a reabrir, a 26 de abril, alguns dos setores que estavam encerrados devido à pandemia, nomeadamente o ensino presencial nos estabelecimentos escolares e os restaurantes e bares, que podem funcionar, mas só com esplanadas.

Este relaxamento das restrições só vai ser aplicado em zonas que estejam “pintadas” a amarelo ou laranja, ou seja, que têm, respetivamente, um nível leve ou médio de risco de contágio.

Com um “otimismo cauteloso”, Draghi indicou que o Governo decidiu assumir estas reaberturas com “um risco calculado” e para tentar beneficiar a economia e a vida social, frisando que “a prioridade será dada às atividades ao ar livre”.

Este plano de reabertura gradual do país assenta em dois grandes pilares: a manutenção das medidas de prevenção (distanciamento social e uso de máscara) em todas as circunstâncias e o reforço da campanha de vacinação.

“A probabilidade de termos de voltar atrás é muito baixa se respeitarmos as regras de comportamento”, declarou Draghi, quando questionado sobre um eventual recuo nas reaberturas agora anunciadas.

O ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, especificou, por sua vez, que o Governo está ainda a planear a reabertura das piscinas exteriores a partir de 15 de maio e dos ginásios a partir de 01 de junho.

Os planos governamentais também admitem iniciar a realização de feiras e de exposições para profissionais a partir de 01 de julho.

A pandemia da doença covid-19 provocou pelo menos 2.987.891 mortos no mundo, resultantes de mais de 139 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Só na Europa foram contabilizadas, até à data, 1.016.003 mortes em 47.440.536 casos.

A doença é transmitida por um novo coronavírus (SARS-Cov-2) detetado em dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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