Covid-19: Estão em curso mais de 1.600 ensaios para novos tratamentos. Resultados devem sair nos próximos meses

A comunidade científica tem estado numa corrida contra o tempo em busca de vacinas e tratamentos eficazes contra a covid-19 desde que a pandemia começou. Atualmente, existem 1.600 ensaios clínicos de tratamentos em andamento, paralelemente à investigação das vacinas, que podem resultar em medicamentos aprovados nos próximos meses, avança o jornal El Mundo

A maioria dos ensaios incide em medicamentos antivirais , anti-inflamatórios e anticorpos monoclonais que são uma esperança para o combate à doença na sua forma mais grave.

Do total de estudos a decorrer, há cerca de mil que avaliam a eficácia de medicamentos já existentes adaptados para tratar a Covid-19 e outros que estudam novas substâncias, segundo os dados da Phrma , associação das farmacêuticas nos Estados Unidos.

Tendo em conta que as pessoas continuam a adoecer e a morrer e que a imunidade induzida pela vacinação parece diminuir ao longo do tempo, revelou-se absolutamente necessário descobrir tratamentos que reduzam a carga viral e que, além disso, controlem a resposta inflamatória exacerbada, modulando a imunidade.

A maioria dos tratamentos segue duas vias: a ação antiviral , como é o caso do remdesivir, primeiro e único medicamento aprovado, e que pode ser administrado juntamente com a dexametasona como tratamento padrão; e a ação anti-inflamatória . Há ainda uma terceira opção que passa pelos anticorpos monoclonais.

“O caminho é evitar a pneumonia viral . Portanto, o objetivo será obter um antiviral oral que possa ser administrado depois de se diagnosticar a infeção nos centros de saúde. Para os doentes que chegam ao hospital seria necessário administrar um antiviral mais potente, por via oral ou intravenosa, adicionando um controlo da resposta inflamatória ”, explica Guillermo Maestro, especialista do Hospital 12 de Outubro, em Madrid, ao El Mundo.

Há ainda um tratamento que envolve uma molécula, chamada PTC299 que faz parte de um ensaio internacional. “Tem efeito antiviral, mas também uma certa atividade anti-inflamatória e poderá servir como coadjuvante aos tratamentos estabelecidos com remdesivir e dexametasona, com a particularidade de poder ser administrado por via oral, desde que o doente não necessite de suporte de ventilação”, explica o especialista.

Embora ainda não existam dados preliminares, o médico refere que o objetivo desta molécula é ” prevenir a insuficiência respiratória grave, limitando a progressão nas vias que levam à ‘tempestade de citocinas’, administrando-a precocemente, nos primeiros sete dias com sintomas e em conjunto com substâncias convencionais, para retardar a progressão”.

Ler Mais


Comentários
Loading...