Covid-19: Governo italiano cria certificado de “dupla velocidade” e proíbe não vacinados de entrar em determinados locais

Um certificado Covid-19 de “dupla velocidade” é a mais recente estratégia do Governo italiano de Mario Draghi para enfrentar a nova vaga que abala a Europa, avança o ‘La Vanguardia’.

Segundo a mesma publicação, o governo vai criar dois documentos: um “reforçado” para os vacinados ou que se recuperaram da doença nos últimos seis meses e outro “básico” para os não vacinados que apenas testam negativo à Covid-19.

Para além disso, a partir de 6 de dezembro, Itália só vai permitir o acesso a atividades sociais ou de lazer como estádios, restaurantes, museus, teatros, cinemas ou discotecas a quem tiver o “certificado reforçado”, ou seja, o documento a ser entregue a quem está vacinado ou recuperado.

Com este novo regulamento, o teste de antigénio vai deixar de ter validade para assistir a espetáculos ou eventos desportivos, mas mantém-se válido para questões laborais.

A Itália foi o primeiro grande país ocidental a impor o certificado para aceder ao local de trabalho, embora ofereça testes de coronavírus nas últimas 48 horas (pagos do próprio bolso) como alternativa à injeção.

Esta estratégia vai continuar a funcionar da mesma forma, os trabalhadores antivacinas poderão continuar pagar pelos testes se não quiserem receber a injeção.

Por outro lado, estes vão deixar de poder ir ao cinema ou jantar fora num restaurante. O passe covid “básico” também será exigido em hotéis, para a prática de desportos ou para usar os transportes públicos.

Além disso, Itália vai reduzir a validade do passe “reforçado” covid de um ano para nove meses, com o objetivo de acelerar as terceiras doses que já são oferecidas a maiores de 40 anos, profissionais de saúde e pessoas com patologias associadas.

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