Covid-19: Governo aguarda decisão da DGS para implementar processo de vacinação de crianças, diz Lacerda Sales

O Governo aguarda ainda a informação sobre o parecer da Comissão Técnica de Vacinação e a posterior decisão e orientação emitida pela Direção Geral de Saúde para poder avançar com a vacinação contra a Covid-19 de crianças dos 5 aos 11 anos.

“Após decisão da comissão técnica de vacinação, haverá implementação desse processo”, explicou hoje o secretário de Estado Adjunto da Saúde, António Lacerda Sales.

“Agora, se será durante o mês de dezembro, se no início do mês de janeiro, isso tem a ver com o planeamento, até porque, como é sabido, temos outras linhas de vacinação neste momento”, afirmou.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou na sexta-feira ter recebido a posição de um grupo de peritos em pediatria e saúde infantil sobre a vacinação contra a covid-19 de crianças dos cinco aos 11 anos, recomendações que prometeu divulgar brevemente.

Em comunicado, a DGS referiu que este processo de avaliação “está ainda a decorrer”, com a Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 (CTVC) a analisar as informações recebidas do grupo de peritos em pediatria e saúde infantil e “outros documentos relevantes para a elaboração das recomendações”.

Entre esses documentos está a informação técnica que o Centro Europeu de Doenças (ECDC) emitiu em 1 de dezembro, em que apoia a vacinação de crianças entre os cinco e os 11 anos, conforme aprovado pelo regulador da União Europeia.

Questionado se irá haver, antes do Natal, uma nova reunião de políticos com especialistas em diversas áreas da saúde sobre a evolução da covid-19 em Portugal, o Presidente da República voltou a realçar que a situação atual e a de há um ano “são situações diferentes”, mas remeteu o assunto para o Governo.

“É uma iniciativa do Governo. Vamos ver se o Governo considera que é necessário ouvir os especialistas”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Em Portugal, desde março de 2020, já morreram mais de 18 mil pessoas com covid-19 e foram contabilizados mais de um milhão de casos de infeção, segundo a DGS.

Esta doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade no centro da China, com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, designada Ómicron e classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi recentemente detetada na África Austral. Desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em 24 de novembro, foram notificadas infeções em cerca de 30 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

*com agência Lusa

 

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