Covid-19: DGS não recomenda (para já) vacinação de crianças com menos de 16 anos

A Direção Geral de Saúde aprovou a administração de vacinas contra a covid-19 para crianças entre os 12 e os 15 anos apenas com problemas de saúde e por indicação médica, anunciou Graça Freitas em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira.

As vacinas aprovadas pela EMA para esta faixa etária são as da Moderna e da Pfizer, mas foram registados casos de miocardite, embora muito raros, alertou Graças Freitas. A decisão da DGS parte das conclusões da Comissão Técnica de Vacinação.

Graça Freitas sublinhou que “as crianças que apresentam comorbilidades têm um risco mais grave”. E adiantou que das 410 mil crianças entre 12 e 15 anos, muitas já têm imunidade conferida pela infecção.

“A DGS recomenda a vacinação prioritária dos adolescentes entre os 12 e os 15 anos de idade com comorbilidades associadas a doença grave”, disse.

A DGS considera que deve ser dada a possibilidade de vacinação a todas as crianças desta faixa etária por indicação médica e de acordo com a disponilidade de vacinas, remetendo o acesso universal destas idades para mais tarde.

O Governo já tinha informado que estava preparado para vacinar esta faixa etária e que faltava apenas o parecer da DGS. A task force afirmou também, após reunião com o Infarmed na quarta-feira, estar pronta para vacinar as crianças entre os 12 e os 15 anos. “Esta faixa da população é muito significativa. As crianças até aos 15, 16 anos, são cerca de um milhão e meio de pessoas. É uma quantidade muito elevada e com grande mobilidade”, disse.

No fim-de-semana de 14 de agosto arranca a vacinação dos jovens entre os 16 e os 17 anos. O coordenador da ‘task force’ afirmou hoje que o cumprimento do calendário para vacinar os jovens antes do início do ano letivo só é possível com a redução do intervalo entre doses.

“Para concretizar o plano que está desenhado para que os jovens começarem o ano letivo já com a segunda dose, preciso de encurtar o prazo entre doses”, disse o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo aos jornalistas, reiterando que a medida pedida à DGS e declarada pelo próprio na reunião de peritos na terça-feira no Infarmed, “faz todo o sentido” nesta fase do processo.

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