Covid-19: Costa não se compromete com calendário para regresso de aulas presenciais

Questionado sobre quando poderia estar previsto um regresso às aulas presenciais, o primeiro-ministro, António Costa, considerou «prematuro» abordar esse tema, à semelhança do que disse relativamente a um possível desconfinamento. O governante afirmou que esta é a altura de Portugal se concentrar no cumprimento do confinamento e não de pensar no seu fim, uma regra que se aplica tanto ao desconfinamento geral, como à retoma do ensino presencial.

«É prematuro anunciar qualquer alteração. Iniciámos esta semana de novo as atividades letivas de forma remota e assim nos manteremos», anunciou o responsável. «Se vamos poder regressar ao ensino presencial antes ou depois das férias da Páscoa é absolutamente prematuro», disse acrescentado que «não vale a pena especular».

«O que pedia é que neste momento, ainda extremamente grave, não nos comecemos a concentrar no desconfinamento e concentremo-nos em cumprir de forma rigorosa as medidas de confinamento, isso é o essencial», aconselhou.

«Em janeiro o país sofreu uma alteração muito significativa do seu estado pandémico que ainda hoje é de extrema gravidade», indicou, dizendo que as medidas têm produzido resultados, «com custos, mas que são indispensáveis para trazer de novo a pandemia para níveis que possam ser de segurança».

«Estamos ainda longe de o conseguir e, por isso, neste momento, no que nos devemos focar é em prosseguir estas medidas, sabendo que todos as desejamos levantar assim que possível», apontou. «Acho que é muito prematuro estarmos a dizer quando é que vamos começar a levantar.»

Ainda assim, Costa sublinhou que, quando levantarmos as restrições, vamos fazê-lo de forma gradual, como fizemos em maio passado, mas infelizmente ainda é muito cedo para especular sobre essa matéria», referiu.





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