Coreia do Norte estará a preparar-se para primeiro teste nuclear em cinco anos, denuncia relatório

Um relatório confidencial elaborado por especialistas das Nações Unidas revela que a Coreia do Norte tem vindo a fazer preparativos para realizar o primeiro teste nuclear desde 2017.

O documento foi entregue esta quarta-feira à comissão de monitorização das sanções aplicadas à Coreia do Norte, órgão subsidiário do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e deverá ser tornado público depois de ser debatido entre os cinco membros permanentes desse fórum (França, Reino Unido, Rússia, Estados Unidos e China).

Avança o site alemão ‘Deutsche Welle’, que teve acesso ao documento, que análise abrange os primeiros sete meses deste anos e revela que “o trabalho nas instalações de testes nucleares de Punggye-ri abrem caminho a testes nucleares adicionais e para o desenvolvimento de armas nucleares”.

Nessas instalações subterrâneas na região Norte desse país asiático, onde foram realizados os testes nucleares entre 2006 e 2017, os investigadores têm vindo a observar uma intensificação das atividades ao longo dos últimos meses.

Imagens capturadas por satélite mostram que o regime de Pyongyang tem vindo a reativar um sistema de túneis em Punggye-ri e a recuperar estruturas que tinham sido demolidas em 2018, no âmbito de negociações com os Estados Unidos para a desnuclearização do país asiático.

A reforçar a suspeita de que a Coreia do Norte está a preparar a realização de um novo teste nuclear estão relatos que apontam que Pyongyang estará a aumentar a produção de urânio enriquecido, um componente essencial no fabrico de armamento nuclear.

“A [Coreia do Norte] continua a desenvolver as suas capacidades para a produção de material físsil nas instalações em Yongbyon”, ler-se-á num trecho do relatório. É em Yongbyon que se localiza a maior central de produção de elementos nucleares na Coreia do Norte e é onde foram construídos os primeiros reatores nucleares do país.

Os especialistas contam também que a Coreia do Norte está a financiar o seu programa nuclear com dinheiro roubado através de ataques informáticos, que terão já rendido centenas de milhões de dólares ao regime autocrático coreano.

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