Controlo de armas nos EUA: Republicanos e Democratas chegam a consenso histórico e votam proposta de lei esta semana no Senado

Senadores norte-americanos dos partidos Republicano e Democrata redigiram uma proposta de lei conjunta que pretende ser um novo passo na direção restringir o acesso a armas. Proposta será votada esta semana no Senado.

Pela primeira vez em quase 30 anos, as duas bancadas da câmara alta do congresso norte-americano chegaram, na noite de terça-feira, a um acordo sobre o fortalecimento dos mecanismos de controlo de historial de pessoas que queiram comprar armas de fogo, incluindo por menores de 21 anos de idade, e prevê a retirada de armas de pessoas que se considere que representem um perigo para elas próprias e para os outros.

A proposta prevê também penalizações mais duras par quem trafique armas de fogos e mais apoios financeiros para que os estados e comunidades possam reforçar a segurança das suas escolas.

De acordo com a ‘Aljazeera’, a proposta de lei contou com o apoio de 14 republicanos, de todos os 48 democratas e de dois independentes.

Chris Murphy, democrata que liderou as negociações, acredita que esta semana “aprovaremos a legislação mais significativa em matéria de combate à violência armada que o congresso terá passado em 30 anos”.

Por sua vez, o líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, apelou a uma aprovação rápida da proposta legislativa, dizendo que “é um sinal de progresso e salvará vidas”. “Embora não seja tudo o que queríamos, é uma legislação que precisamos com urgência”, sublinhou.

No Twitter, Schumer escreveu que “o Senado deu os primeiros passos para passar legislação sobre armas que salvará vidas”.

Do outro lado das bancadas, o líder da minoria republicana, Mitch McConnell, já expressou o seu apoio à proposta, descrevendo-a como “um pacote consensual de medidas populares que ajudarão a fazer com que esses horríveis incidentes [os tiroteios em massa que se têm testemunhado por todo o país] sejam cada vez menos prováveis”, e garante que estão assegurados os direitos de porte de arma plasmados na Segunda Emenda à Constituição norte-americana.

No entanto, a proposta já mereceu a oposição da Associação Nacional de Armas (NRA), um dos grupos de pressão política na área das armas mais poderoso do país e que financia tradicionalmente campanhas de candidatos republicanos que se oponham a mais controlos no acesso às armas de fogo.

Para passar no Senado, a proposta precisa do apoio de um mínimo de 10 republicanos, para que seja possível alcançar uma maioria juntamente com os 50 democratas.

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