Compactos elétricos e acessíveis em crescimento no mercado chinês

Apesar da China ter começado a emergir no mercado logo em meados de 2020, mais forte do que os outros mercados, o seu crescimento anual de apenas 8% nas matrículas de novos veículos elétricos está muito longe do crescimento de 39% a nível mundial. Isto ganha particular relevância considerando que a China tem o maior mercado automóvel do mundo e representou 30% das vendas de qualquer tipo de automóvel em 2020, o que coloca neste país uma grande pressão no impulso aos veículos elétricos e no retorno sobre o investimento das marcas de automóveis. 

Há muito que a China ambiciona a eletrificação, não apenas por questões ambientais, mas também para reduzir a sua dependência das importações de petróleo. Ficar atrás da Europa, que teve 42% de participação na venda de elétricos a nível global, não estava, certamente, nos planos. Por isso, a China quer uma taxa de crescimento de 50% em 2021, de forma a elevar para 10% a presença de veículos elétricos no país. 

A avaliar pelos números do ano passado, este crescimento adicional que a China quer atingir poderá vir de vários sítios, mas a Tesla deverá ter um papel fundamental com dois modelos. Em primeiro lugar, o Tesla Model 3, que foi fabricado na China e dominou as vendas do ano passado; em segundo, o novo Model Y, que também esta a ser produzido localmente. 

Outro modelo que se destacou no ano passado e poderá continuar a dar cartas é o estreante Hongguang Mini EV, que foi lançado a meio do ano e inaugurou uma nova tendência de citadinos pequenos e acessíveis. De resto, este tipo de veículo pode mesmo transformar o mercado chinês, dado que o pequeno Hongguang Mini EV superou as vendas nas grandes cidades de Xangai e Pequim, começando depois a chegar às 685 outras cidades em torno das quais gira grande parte da vida chinesa. 

Esta é uma tendência que parece ter chegado para ficar, havendo já outros modelos, como o Baojun E-Series e o Ora R1, o EV mais barato do mundo, a tentar competir por uma fatia deste mercado. Mais interessante ainda poderá ser a exportação destes veículos para o exterior, nomeadamente para a Europa e para os EUA, onde este tipo de carro ainda não é muito popular, mas poderá ganhar adeptos se os congestionamentos e a poluição nas grandes cidades continuarem a aumentar no pós-pandemia. 





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