Como as medidas contra a Covid podem abalar governos em todo o mundo

A conclusão é de um estudo da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, mas soa um pouco a raspanete. Isto porque passam poucos dias desde que o primeiro-ministro britânico Boris Johnson admitiu ter quebrado as regras. Segundo foi tornado público, Johnson e a sua equipa fizeram festas semanais no nº 10 de Downing Street. Ao mesmo tempo, impunham o confinamento geral à população. Ora o que a investigação agora publicada pelo British Journal of Management sublinha é que, durante as emergências de saúde pública, os governos devem ser agir de forma responsável. Tudo de forma a encorajar a confiança e cooperação e aliviar o medo. 

Liderado por Jia Liu, da Escola de Negócios de Portsmouth, Yasir Shahab, da Universidade de Xijing, na China, e Hafiz Hoque da Universidade de York, também no Reino Unido, o estudo avalia a forma como o público confiou no governo para aderir às tomar medidas de combate à pandemia. Todavia, a grande preocupação foi verificar como a confiança – ou a falta dela… – pode abalar a adesão a mais medidas de prevenção da propagação do vírus.

Os dados agora conhecidos são do primeiro Inquérito Internacional sobre Coronavírus que, entre março e abril de 2020, recolheu a resposta de mais de cem mil pessoas, em 178 países. No entender dos autores do estudo, a grandeza dos resultados sustenta na perfeição as conclusões. Ou seja, a ação do governo é crucial para ganhar confiança e apoio do público.

“Temos investigado as questões da confiança, nos mais variados contextos e perspectivas”, sublinhou ainda Jia Liu. “Contudo, nunca se tinha feito uma avaliação destas à escala global.”



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