Cientistas revelam locais que os seres humanos não podem mesmo destruir se quiserem evitar tragédia climática

Foi divulgado um novo mapa que identifica as florestas e pântanos ricos em carbono e que a humanidade não pode dar-se ao luxo de destruir, se quiser evitar uma catástrofe climática.

Como adianta a investigação realizada pela Conservation International e publicada na revista Nature, vastas florestas e pântanos encontrados na Rússia, Canadá e Estados Unidos são vitais, assim como florestas tropicais na Amazónia, no Congo e no sudeste da Ásia. Pântanos no Reino Unido e mangais ou florestas de eucalipto na Austrália também estão na lista de locais absolutamente imprescindíveis.

Os cientistas identificaram 139 mil milhões de toneladas de carbono em árvores, plantas e solos como “irrecuperáveis”, o que significa que a regeneração natural não poderia substituir a sua perda até 2050, data em que as emissões globais líquidas de carbono devem terminar para evitar os piores impactos de aquecimento global. Só na última década, a agricultura, a extração de madeira e os incêndios florestais causaram a liberação de pelo menos 4 Gt de carbono irrecuperável, concluíram os investigadores.

Travar a queima de combustíveis fósseis é a chave para acabar com a crise climática, mas acabar com a devastação das florestas também é crucial. As principais nações, incluindo Brasil, China e Estados Unidos, concordaram em fazer isso até 2030 na cimeira do clima Cop26, embora a promessa semelhante firmada em 2014 tenha falhado.

O carbono irrecuperável da Terra é altamente concentrado e metade é encontrado em apenas 3,3% do território do mundo, tornando os projetos de conservação localizados altamente eficazes.

“Devemos proteger em absoluto o carbono irrecuperável para evitar uma catástrofe climática – devemos mantê-lo enterrado”, explicou Monica Noon, principal autora do estudo, citada pelo The Guardian.

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