CDS-PP sai da Conferência de Líderes opondo-se à reapreciação do veto sobre a eutanásia

Cecília Meireles, do CDS-PP, disse à saída da Conferência de Líderes no Parlamento que quase todos os agendamentos decididos foram consensuais, havendo o objetivo de manter o Parlamento em funcionamento enquanto se aguarda pelo decreto presidencial de dissolução da Assembleia da República.

Mas o CDS, tal como o PSD, opôs-se à reapreciação do veto sobre a eutanásia. “É um assunto, complexo, sério e que mexe com aquilo que de fundamental se pode decidir quer na vida, quer no Parlamento. Do nosso ponto de vista não faz nenhum sentido que, neste período, e provavelmente num momento em que já foi ouvido o Conselho de Estado e até num momento em que possa já estar formalmente anunciada a dissolução da Assembleia da República, que nós nos vamos pronunciar sobre a reapreciação deste veto que está, aliás, pendente há mais de meio ano”, disse a deputada.

O líder parlamentar do PSD, Adão Silva, já tinha dito também que em cenário de crise política, e “contra a vontade do PSD, foi agendada a discussão do veto do Presidente da República sobre a eutanásia.”

“Ficámos surpreendidos e não aceitamos, protestámos contra este agendamento”, disse e justificou que a eutanásia é “das matérias mais delicadas que o Parlamento pode debater. “É uma matéria que no fundo se discute a vida e a morte, aquilo que são as essências do ser humano”, defendeu.

O PSD considera que estas matérias têm de ser debatidas em clima de “serenidade e uma grande tranquilidade” e não devem ser debatidas num “conjunto de atribulações dentro do Parlamento e fora do Parlamento”.



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