Brexit interrompe fornecimento de peixe escocês à UE

A maior empresa de entregas de frutos do mar e peixe provenientes da Escócia, a dinamarquesa DFDS, interrompeu as entregas na UE pelo menos até dia 18. Em causa estão atrasos originados pela burocracia pós-Brexit como exames de saúde, sistemas de IT e documentos alfandegários.

As novas regras do Brexit exigem que todas as caixas de frutos do mar e peixe sejam descarregadas dos camiões e inspecionadas por veterinários antes de partirem da Escócia. Os proprietários de empresas demoraram cinco horas por camião para obter um certificado sanitário necessário para requerer outros documentos aduaneiros.

Diante desta situação, a DFDS suspendeu na última sexta-feira o seu “serviço de exportação em grupo” que permite a vários exportadores agruparem produtos numa única remessa.

A DFDS indicou ao diário The Guardian que espera retomar as entregas na próxima segunda-feira, mas “o serviço levará muito mais tempo do que antes do Brexit”.

A publicação britânica admite que, caso as questões burocráticas não sejam resolvidas o mais depressa possível, o setor alimentar, que vale anualmente cerca de mil milhões de euros para as empresas escocesas, pode entrar em colapso.

O ministro do Gabinete, Michael Gove, já alertara os parlamentares no sentido de que o Reino Unido precisava de acesso simplificado à Europa para esta se relacionar com a indústria escocesa de frutos do mar e referiu que serão propostas medidas urgentes, conforme noticiou o Financial Times na semana passada.





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