Boeing 737 Max volta a dar problemas e está outra vez “debaixo de olho”

Pouco mais de seis meses depois de o Boeing 737 Max ter voltado a voar, depois de ter estado parado quase dois anos, devido a dois acidentes graves que custaram a vida a 346 pessoas, o avião volta agora a estar “debaixo de olho”, sob intensa vigilância.

Em abril, um potencial problema elétrico foi detetado na montagem de um modelo ainda em fábrica, o que obrigou à paragem de mais de 100 aviões, pertencentes a 24 companhias aéreas de todo o mundo. As entregas de novas aeronaves ainda estão suspensas.

A Boeing e o órgão regulador dos Estados Unidos, a Administração Federal de Aviação (FAA), dizem estar a trabalhar em conjunto para resolver o problema.

Os críticos afirmam, no entanto, que o 737 Max foi autorizado a voltar ao serviço “prematuramente”, alertando que a origem dos dois acidentes fatais não terá sido totalmente analisada ou tratada, avança a BBC.

O antigo gerente da Boeing, Ed Pierson, associa os baixos padrões de produção do 737 aos defeitos elétricos dos aviões, identificando-os como a origem de ambos os acidentes. Uma opinião contrária à Boeing e à FAA, que dizem que o problema foi identificado ainda em fábrica, muito antes de ser entregue ao proprietário.

De acordo com Pierson, a fábrica de Seattle tornou-se “disfuncional” e “caótica”, à medida que aumentava a pressão para produzir novas aeronaves o mais rápido possível. Num relatório que publicou no início deste ano, o ex-dirigente vinculava explicitamente as supostas pressões de produção com anomalias elétricas e problemas no sistema de controlo de voo que ocorreram em ambas as aeronaves antes dos acidentes.

Chris Brady, um piloto que tem um canal de vídeo dedicado a aspetos técnicos do 737, é outro dos críticos da Boeing, que avança que os acidentes estão relacionados com a mudança na instalação dos painéis de instrumentos no início de 2019, alterações tão pequenas que a Boeing não terá notificado os reguladores, avança a BBC.

A empresa nega qualquer ligação entre os padrões de produção na fábrica do 737 e os dois acidentes que envolveram este modelo.

O avião está agora “debaixo de olho”, sem dar margem para qualquer erro, com muitas das companhias aéreas já a considerarem se continuam a optar pelo 737 Max.

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