Biden diz que EUA vão reforçar presença militar na Europa para fazer frente à ameaça russa

À chegada à reunião que marca o arranque da cimeira da NATO em Madrid, o Presidente norte-americano anunciou que os Estados Unidos vão mudar a sua postura militar no continente europeu, para fazer frente à ameaça da Rússia.

Biden afirmou que irá reforçar a presença militar em Espanha, na Polónia, na Roménia, nos Estados bálticos, no Reino Unido, na Alemanha e em Itália. Quanto à Polónia, o Presidente norte-americano confirmou que os EUA irão colocar um “quartel-general permanente” nesse país, ao mesmo tempo que manterá uma brigada rotativa na Roménia, avança o ‘Politico’.

Os EUA vão aumentar o número de navios ‘destroyers’ dos atuais quatro para seis na base naval espanhola de Rota e tem também planos para enviar mais dois esquadrões de caças F-35 para o Reino Unido.

Esta quarta-feira começam os trabalhos na reunião magna da Aliança Atlântica, um encontro que se espera que marque um novo começo para a NATO, com um novo conceito estratégico que colocará a Rússia como o principal agente hostil. Na estratégia anterior, ainda em vigor, a Rússia é caracterizada como um “parceiro”.

Esta manhã, o Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, afirmou que a “Putin queria menos NATO, mas está a ter mais NATO”, explicando que o Presidente russo teria como objetivo desagregar a aliança, mas tendo conseguido, ao invés, fortalecer a união dos 30 Aliados.

Stoltenberg confirmou também hoje que as forças de prontidão da NATO irão aumentar dos atuais 40 mil efetivos para 300 mil até 2023 e serão distribuídas pelos países do Leste da Europa.

Na terça-feira, ao lado o Primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez, Biden tinha apontado que “a agressão russa não provocada contra a Ucrânia estilhaçou a paz na Europa e estilhaçou todas as normas implementadas desde a Segunda Guerra Mundial”.

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