Benfica: DGS afasta responsabilidades em decidir sobre o surto

A Direção-Geral de Saúde indica que cabe à autoridade de saúde regional uma decisão sobre o surto de covid-19 entre os benfiquistas, depois de terem sido detetados 17 casos de covid-19 entre staff, equipa técnica e jogadores.

A DGS revela, em comunicado enviado às redações, que “a autoridade de saúde territorialmente competente, avaliadas as circunstâncias e o risco, decide sobre os jogadores que ficam em isolamento, por motivo de doença, e os que ficam em isolamento profilático, por serem considerados contactos de risco. A decisão quanto ao restante plantel é da responsabilidade dos clubes desportivos”.

Ontem já tinham sido divulgados diversos casos de infeção no clube da Luz, nomeadamente do avançado alemão Luca Waldschmidt, dos treinadores-adjuntos João de Deus, Pietra e Fernando Ferreira e do diretor Luisão, enquanto os brasileiros Gilberto e Everton Cebolinha cumpriam isolamento.

Para amanhã estava agendado jogo com o Sporting de Braga, relativo às meias-finais da Taça da Liga, em Leiria.

No calendário do Benfica para os próximos 14 dias surgem os jogos em casa com Nacional (15.ª jornada da I Liga) e Belenenses SAD, dos quartos de final da Taça de Portugal, além da visita ao Sporting (16.ª jornada), podendo ainda marcar presença na final da Taça da Liga no sábado, frente ao vencedor do jogo entre Sporting e FC Porto.

De acordo com o plano de retoma do futebol profissional, “os atletas e equipas técnicas da equipa na qual foi identificado um caso positivo podem ser considerados contactos de um caso confirmado”.

“No entanto, a identificação de um caso positivo não torna, por si só, obrigatório o isolamento coletivo, das equipas. A determinação de isolamento de contactos (de praticantes e outros intervenientes), a título individual, é de estrita competência da Autoridade de Saúde territorialmente competente”, acrescenta o mesmo documento da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Este plano, que vigora desde 7 de setembro de 2020, determina que todos os infetados, sintomáticos ou não, devem ser isolados, “ficando impossibilitados de participar em treinos e competições até à determinação de cura deliberada pela Autoridade de Saúde territorialmente competente”.





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