Benefícios fiscais na aquisição de veículos elétricos: o que vai mudar

Este ano entram em vigor alterações aos incentivos para a compra de veículos elétricos. O anúncio das novas regras deverá surgir até ao final da semana, mas já se sabem quais os pontos essenciais do que muda em 2021 no que diz respeito à aquisição de veículos de zero emissões.

De acordo com a Associação de Utilizadores de Veículos Eléctricos (UVE), citada como fonte num artigo publicado pelo Observador, uma das grandes mudanças destina-se ao segmento empresarial, que em 2020 pôde adquirir carros elétricos com um incentivo de 2.000 euros acrescidos de vários benefícios fiscais, como o abate da totalidade do IVA em aquisições até 62.500 euros e na energia adquirida, e ainda a isenção do Imposto Único de Circulação (IUC). Este ano, as empresas poderão continuar a usufruir dos mesmos benefícios fiscais que tiveram em 2020, mas não terão direito ao incentivo de 2.000 euros na compra do veículo. 

Por outro lado, será dado um “empurrão” aos veículos comerciais elétricos pelas directivas europeias, o que faz com que nestes veículos em específico, os incentivos venham a subir de 3.000 euros para 6.000 euros, com a limitação de dois carros por empresa (em 2020 eram quatro). Nesta classe de veículos, os mesmos incentivos são atribuídos a pessoas singulares, mas não a particulares.

No que diz respeito a pessoas singulares e clientes particulares, em 2021 vão manter-se os incentivos de 3.000 euros para a compra de veículos elétricos ligeiros de passageiros, agora para apenas 700 candidatos.

No caso das bicicletas de carga elétricas, estas terão um incentivo de 50% no valor de compra até um limite de 1.000 euros (em 2020 este limite era de 350 euros); as bicicletas desta tipologia, mas sem eletrificação, têm um limite de 500 euros no incentivo. Quanto a bicicletas elétricas não vocacionadas para carga, motociclos e ciclomotores a bateria, terão os mesmos apoios que já tinham, ou seja, um limite de benefício de 350 euros. As bicicletas não elétricas recebem um incentivo de 20% do preço de venda (em 2020 eram 10%), com um limite de 100 euros.





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