Autárquicas: ‘Dinossauros’ obrigados a abandonar cargos candidatam-se a terras vizinhas

É uma autêntica dança das cadeiras. Com a lei que obriga a limitar os mandatos, os autarcas ‘dinossauros’ viram-se para terras vizinhas para conseguirem o seu lugar no poder nas eleições de 26 de setembro.

O Jornal de Negócios fez um levantamento dos candidatos que tentam ganhar autarquias próximas:

José Calixto, do PS, abandona Reguengos de Monsaraz e concorre a Évora, autarquia que quer tirar das mãos da CDU.

Já Fermelinda Carvalho, do PSD, sai de Arronches mas tenta Portalegre, que é hoje liderada por um movimento independente.

Já o social-democrata Rui André diz adeus a Monchique e vai tentar ganhar Portimão aos socialistas.

Por fim, nas contas do Negócios, Maria das Dores Meira, da CDU, sai de Setúbal para tentar recuperar Almada para os comunistas, que nas últimas eleições foi ganho pelo PS.

O Negócios dá ainda conta do regresso de 23 ‘dinossauros’ a quererem voltar a lugares de gestão municipal, após uma pausa de alguns anos.

O antigo primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, que esteve na presidência da Câmara de Lisboa e na Figueira da Foz, é o exemplo mais mediático, como recorda o jornal. Santana Lopes quer recuperar a sua primeira autarquia, mas como candidato independente.

Já Carlos Humberto quer regressar Barreiro, autarquia da qual foi líder durante 12 anos e que a lei de limitação de mandatos lhe tirou o lugar. O Negócios refere ainda o regresso de Fernando Ruas, que esteve à frente da Câmara de Viseu durante 24 anos, entre outros exemplos.

A entrar na corrida eleitoral, mas só a poder cumprir mais um mandato estão os presidentes das Câmaras de Cascais, Carlos Carreiras (PSD), de Coimbra, Manuel Machado (PS), de Sintra, Basílio Horta (PS), e de Évora, Carlos Pinto de Sá (CDU).

Esta dança das cadeiras é uma forma de os grandes partidos contornarem a lei da limitação de mandatos, considera um especialista ouvido pelo jornal.

“Esse bailado acontece sempre, todos fazem esse tipo de jogo, por isso não devia haver limitação de mandatos, trata-se de uma hipocrisia”, afirma o politólogo José Adelino Maltez.

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