Apple pode ter de redesenhar iPhone depois de Bruxelas aprovar carregador universal

A Apple poderá ter de redesenhar os seus modelos iPhone de forma a terem portas entradas de carregamento USB-C com a introdução proposta pela Comissão Europeia de um carregador universal na União Europeia, que seja apto para todos os equipamentos eletrónicos.

Bruxelas pretende que exista uma harmonização dos carregadores, tornando-se o USB-C a porta padrão para todos os ‘smartphones’, ‘tablets’, câmaras fotográficas, auscultadores, altifalantes portáteis e consolas de videojogos portáteis.

A ideia de introdução de carregador comum para reduzir a produção de resíduos eletrónicos já foi por diversas vezes defendida na UE, nomeadamente pelo Parlamento Europeu, mas tem merecido a oposição de empresas tecnológicas como a Apple, que têm os seus próprios equipamentos.

A Apple opõe-se a um carregador padrão, defendendo que corre o risco de prejudicar a inovação, limitando o desenvolvimento de produtos mais eficientes em termos de energia para o mercado.

A empresa da ‘maçã’ está “preocupada que uma regulamentação rígida, que exige apenas um tipo de carregador, sufoque a inovação, em vez de encorajá-la”, pode ler-se num comunicado emitido pela empresa, citado pela Bloomberg.

A empresa norte-americana alega que “se preocupa profundamente com a experiência de utilizador” e que partilha o “compromisso da Comissão em proteger o meio ambiente”.

Embora a empresa use o modelo USB-C para alguns dispositivos, possui seu próprio cabo, o Lightning, e carregadores magnéticos para iPhones e alguns acessórios.

Os fabricantes de telefones podem continuar a vender telefones com carregador, desde que também os vendam isoladamente ou só com o cabo, sem a tomada elétrica. Os dispositivos podem ter várias entradas, desde que uma delas seja USB-C.

Bruxelas estima que os utilizadores gastam cerca de 2,4 mil milhões de euros todos os anos em carregadores autónomos não fornecidos com os dispositivos. A UE calcula ainda que 11 mil toneladas de carregadores sejam deitados para o lixo todos os anos, alguns nunca utilizados e espera que esta regulamentação reduza este número em 1.000 toneladas.

A ideia de introdução de carregador comum para reduzir a produção de resíduos eletrónicos já foi por diversas vezes defendida na UE, nomeadamente pelo Parlamento Europeu, mas tem merecido a oposição de empresas tecnológicas como a Apple, que têm os seus próprios equipamentos.

Em concreto, a questão de criação de carregador universal está a ser falada desde 2009, quando existiam cerca de 30 modelos no mercado europeu e foi assinado um acordo voluntário entre as principais fabricantes de telemóveis na Europa para o harmonizar.

Isto permitiu reduzir o número de modelos e, atualmente, existem três principais tipos de carregadores no mercado europeu: USB 2.0 Micro B, USB-C e o sistema Lightning, utilizado exclusivamente por dispositivos Apple.

Porém, o acordo entre a indústria expirou em 2014 e, desde então, o Parlamento Europeu tem levantado a sua voz exortando à Comissão Europeia que adote regras vinculativas para desenvolver um único carregador.

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