Alemanha não apoia NATO em confronto militar com a Rússia, alerta especialista

Um especialista em questões do Ocidente defendeu recentemente que a crescente dependência da Alemanha em relação à Rússia, no que diz respeito à importação de gás e, talvez, de vacinas, impedirá a Alemanha de avançar com ações militares contra Moscovo, mesmo no caso de Putin invadir algum país aliado da NATO.

De acordo com Wolfgang Münchau, responsável do think thank Eurointelligence, o Gap de Suwalkio, uma faixa de 65 km ao longo da fronteira polaco-lituana, pode ser a próxima questão passível de causar tensão entre o Ocidente e a Rússia.

O especialista admite que Putin, em conversações com o seu homólogo bielorrusso Aleksandr Lukashenko para a junção de esforços políticos, poderá ter em vista, num futuro próximo, apropriar-se de territórios para ligar novamente o enclave de Kaliningrado com a Bielorrússia, separando, assim, os países bálticos dos restantes países europeus.

Nas palavras de Münchau, não é irrealista prever uma situação que levará a um confronto militar na zona mais vasta da fronteira entre Polónia, Lituânia e Bielorrússia, apesar de considerar que a Alemanha não irá participar nesse possível confronto.

“Não vejo nenhuma possibilidade de a Alemanha participar numa ação militar contra a Rússia, mesmo se invadir as Repúblicas Bálticas”, reiterou.

“Basta pensar nas palavras de Frank-Walter Steinmeier, Presidente alemão, que disse que a Alemanha devia o gasoduto Nord Stream 2 à Rússia para expiar os seus pecados durante a II Guerra Mundial”, referiu Münchau.

Estónia, Letónia e Lituânia integraram a Aliança Atlântica depois da dissolução da União Soviética em 1991.

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