Alemanha decide este domingo o destino da Europa

No mesmo dia em que Portugal elege os responsáveis pelo rumo das freguesias e concelhos do País para os próximos quatro anos, a Alemanha toma uma decisão mais transversal: é já no próximo domingo, dia 26, que os eleitores alemães terão oportunidade de decidir o sucessor de Angela Merkel. Ou seja, um dos principais líderes da Europa.

Segundo lembra o jornal El País, o vencedor das eleições na Alemanha terá uma palavra preponderante no processo de tomada de decisão em assuntos chave para a União Europeia como as políticas fiscais, a estratégia migratória ou a posição da comunidade em relação ao resto do mundo.

A Alemanha é, neste momento, o país com mais habitantes da União Europeia. É também a maior economia do bloco dos 27, tendo ganho um peso significativo ao longo das últimas décadas perante os seus vizinhos. Conseguiu, até, de acordo com a mesma publicação espanhola, desequilibrar a tradicional frente de poder que partilhava com França.

Para este papel terá contribuído, entre outros, a gestão e liderança de Angela Merkel, que esteve à frente do país durante 16 anos e que se prepara agora para deixar o cargo de chanceler. Perante isto, será que a escolha do novo líder impactará a forma como a Alemanha está na Europa?

O El País indica que não. Seja quem for o grande vencedor de domingo, as principais bases da Alemanha estão sólidas e não estão previstas mudanças radicais: «A ortodoxia vai permanecer», afirma Miguel Otero, investigador do Real Instituto Elcano, frisando que quem espera grandes mudanças sairá desapontado.

A politóloga alemã Ulrike Guérot acrescenta que esta é «a campanha mais vazia de conteúdos europeus» de que se recorda. «Todos os partidos têm grandes capítulos sobre este tema nos seus programas, mas nenhum está a falar sobre isso nas suas intervenções.»

Há que ter em consideração também que os principais candidatos – Scholz, Laschet e Annalena Baerbock – são moderados e que nenhum deles apresenta problemas de ética como aconteceu nos Estados Unidos da América, por exemplo. Não há escândalos ou polémicas em torno dos possíveis sucessores a Angela Merkel e esse será um sinal de o statuos quo se deverá manter.

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