Adesão da Suécia e Finlândia à NATO será “a mais rápida” da história da organização, garante Stoltenberg

Esta terça-feira, o duo nórdico assinou o protocolo de adesão à Aliança Atlântica, dando, assim, o primeiro passo em direção à integração efetiva. O Secretário-Geral já afirmou que o processo será “o mais rápido” da história da organização.

Em entrevista à ‘Euronews’, Jens Stoltenberg assegurou que o processo de integração da Suécia e da Finlândia na NATO possivelmente demorará meses, e não anos. Afirmando que prefere não se comprometer muito com prazos, visto que a integração efetiva depende da ratificação por parte dos parlamentos dos 30 Estados-membros, o responsável aponta que “muitos Aliados já manifestaram que poderão tentar tornar o processo mais rápida desta vez”.

Hoje, a Dinamarca tornou-se o primeiro país da NATO a ratificar os protocolos de adesão da Suécia e da Finlândia, sendo que o Primeiro-ministro da Estónia já convocou uma sessão extraordinária do parlamento para esta quarta-feira, dia 6 de julho, para acelerar o processo.

De recordar que a Suécia e a Finlândia foram formalmente convidadas a integrar a NATO no início da semana passada, no começo da cimeira da Aliança Atlântica que aconteceu até dia 31 de junho em Madrid. Esse convite só foi feito depois de a Turquia ter levantado as suas objeções à entrada dos dois países nórdicos, que acusava de apoiarem grupos terroristas curdos. Depois de ter obtido garantias de que Helsínquia e Estocolmo dariam resposta às suas preocupações, a Turquia, por fim, retirou o seu veto.

Contudo, Ancara já avisou que a integração na NATO não é ainda um facto consumado e que poderá voltar a bloquear a entrada dos dois países nórdicos se não vir que as promessas foram realmente cumpridas.

Com o processo a avançar a uma velocidade sem precedentes na história da organização, resta saber se a Suécia e a Finlândia conseguirão manter-se fiéis aos compromissos assumidos com a Turquia, ou se, quando os outros 29 Estados-membros ratificarem a adesão, as aspirações suecas e finlandesas acabarão por sair goradas, esbarrando, uma vez mais, na resistência turca.

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