345 milhões de pessoas em todo o mundo passam fome, alerta FMI. E mais do dobro estão malnutridas

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, esta sexta-feira, um relatório que revela que 345 milhões de pessoal em todo o mundo, cerca de 4,3% de toda a população a nível global, encontra-se em “insegurança alimentar aguda”, ou seja, passa fome.

O documento aponta que bastariam cerca de 50 mil milhões de euros para retirar esses 345 milhões da situação de fome.

Adicionalmente, mais do dobro desse número, perto de 860 milhões de pessoas, não têm acesso a comida em quantidade e qualidade suficientes para receberem a dose nutricional diária que deviam.

Os relatores indicam que “desde 2018, uma multiplicidade de fatores tem contribuído para o crescimento da insegurança alimentar, incluindo conflitos, choques climáticos e o impacto da pandemia de Covid-19”, provocando a subida dos preços dos bens alimentares e afetando negativamente a produção e distribuição de alimentos.

Apesar de reconhecer que “a crise alimentar é um fenómeno global”, o relatório salienta que “os países de baixos rendimentos são os mais afetados”. Das 48 economias identificadas como as mais fragilizadas em termos alimentares, constam países como o Iémen, o Sudão, o Malawi, Moçambique, o Zimbabué, o Afeganistão, o Bangladexe e a Somália.

A avaliação aponta que a comunidade internacional tem vindo a fortalecer os seus compromissos de assistência humanitária para as nações mais afetadas pela falta de alimentos, mas deixa claro que “são precisas mais ações”, reconhecendo que “a guerra na Ucrânia tem exacerbado a insegurança alimentar, que já antes tinha atingido níveis recorde”.

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