10 destinos de natureza a visitar no Norte de Portugal

De rios e cascatas a florestas, passando por serras e aldeias tradicionais, nestes destinos respira-se ar puro e recarregam-se as baterias. Há opções para todos os gostos, para descobrir a pé, de carro ou de mota e até desportos radicais, para os mais aventureiros. Descubra com a TRIVAGO onde ir e o que fazer na natureza neste artigo, com os 10 destinos que selecionámos.

Melgaço

Situada no extremo norte de Portugal, a vila de Melgaço passa muitas vezes despercebida aos viajantes. No entanto, neste cantinho do país que é conhecido como o destino português mais radical, existem muitas formas diferentes de explorar a natureza. Os Percursos Marginais do Rio Minho levam-nos pelas margens do rio, por entre muito verde e com o som da água sempre a acompanhar-nos. As paisagens, na maior parte dos casos praticamente intocadas, conquistam-nos facilmente e permitem observar Espanha, que parece estar a apenas um passo de distância.

Para os mais aventureiros, é mesmo no Rio Minho que está a maior oferta desportiva da zona: canyoning, rafting, canoagem e hidrospeed são só algumas das opções. No final, é possível descansar nas famosas águas termais de Melgaço e degustar a deliciosa gastronomia local, como os tradicionais fumeiros, e o vinho Alvarinho.

Parque Natural de Montesinho

O Parque Natural de Montesinho, situado no extremo de Trás-os-Montes, é um dos maiores parques naturais do país mas um tesouro escondido para muitos. A sua área é bastante extensa e, além de lindíssimas paisagens verdes, inclui algumas encantadoras aldeias portuguesas, como Montesinho, Gimonde (e a sua ponte) ou Rio de Onor. As paisagens no alto da Serra são imperdíveis, seja no extremo do frio ou no pico do calor — é que em Trás-os-Montes quando faz frio, faz mesmo muito frio, e o mesmo acontece nos meses de calor.

Para quem goste especialmente de animais, o Parque Biológico de Vinhais é paragem obrigatória, para observar e aprender sobre várias raças autóctones. Sem esquecer, claro, os amigáveis Burros de Miranda ou os adoráveis porcos bísaros.

Paredes de Coura

Fora das datas do famoso festival de música que aqui acontece todos os anos, Paredes de Coura é um bucólico e calmo destino de natureza. O cartão de visita da zona é a Praia Fluvial do Taboão, onde é possível observar a natureza, por entre muitos mergulhos, e descansar na relva. Mas nem só de água se faz este convite.

Em Paredes de Coura existem vários miradouros com vistas desafogadas para a paisagem: do Miradouro da Senhora da Pena, em dias de céu limpo, é possível avistar o mar. Existem também vários percursos pedestres para explorar as zonas verdes da região. Um dos mais conhecidos é o que atravessa a Paisagem Protegida do Corno de Bico (um autêntico santuário natural) e que tem uma distância inferior a 8 quilómetros.

Montalegre

Montalegre tem um castelo digno de exemplo pelo seu estado de conservação e, lá de cima, é possível perceber com facilidade que está rodeada de muito ar puro. Os vários caminhos pedestres existentes convidam a descobrir a região do Barroso pelo que tem de mais tradicional, desde calçadas a caminhos de pastoreio.

Nas redondezas, é possível explorar a Albufeira do Alto Rabagão e algumas das aldeias que a circundam, como Negrões e Vilarinho de Negrões. Aqui, as paisagens são dignas de um quadro. Fafião e Pitões das Júnias, com o Mosteiro de Santa Maria das Júnias e a cascata, também merecem uma paragem. Do Corno das Alturas e do Miradouro da Senhora das Treburas a vista alcança a beleza da Albufeira do Alto Rabagão. Na barragem, é possível aproveitar as águas para banhos ou para desportos mais radicais, como mota de água. Já às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, vale a pena percorrer o trilho até à Ponte da Mizarela e descobrir a sua lenda.

Ponte de Lima

Ponte de Lima, nas margens do Rio Lima, tem uma lindíssima ponte a receber os visitantes. Mas basta afastarmo-nos uns passos para perceber que, para lá da ponte e da vila, tudo é natureza. São várias as ecovias, com o rio como companheiro, os percursos pedestres e até há uma grande rota para percorrer.

Por perto, fica a Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos, com passadiços para descobrir as paisagens mais bonitas. E por falar em paisagens bonitas, as imagens do Arco da Geia, da Ponte do Arquinho e da Ponte de Estorãos (com a azenha) sobre o Lima são merecedoras de uma paragem. Para os desportistas e aventureiros, em Ponte de Lima existem uma série de atividades que poderão fazer: de canoa, kayak ou bicicleta, por exemplo. Há também arvorismo e até parkour. A vila mais antiga de Portugal vai, certamente, surpreender!

Parque Nacional da Peneda-Gerês

É o único Parque Nacional do país e era impensável não figurar nesta lista. Ainda que a área seja repartida com a vizinha Espanha, diz-se que as maiores belezas ficam do lado de Portugal. Há serra, albufeiras, cascatas, piscinas naturais e muitos animais em liberdade. É até comum cruzar-nos, pelo caminho, com um ou outro garrano selvagem.

Os miradouros como o Miradouro da Pedra Bela e as cascatas do Arado e de Pincães são paragens obrigatórias. As hipóteses de percursos pedestres são infinitas e, no final, não faltam águas para refrescar ou, até, para uma voltinha de canoa ou de mota de água. Aldeias como a de Castro Laboreiro valem a pena a visita e várias horas para explorar os seus segredos.

Lagos do Sabor

A Rota dos Lagos do Sabor é uma novidade no que toca a oferta turística em Portugal. São mais de 70 quilómetros de água, desde a barragem do Baixo Sabor até à Albufeira do Azibo, com vários lagos provocados pela construção da barragem. O caudal do Sabor subiu, os lagos surgiram e a paisagem fez o resto. Nesta rota, há paisagens de cortar a respiração e de perder o alcance da vista. Lagos, claro, mas também penhascos, gargantas e muita vida selvagem.

Além do Circuito Automóvel Panorâmico (que, na verdade, são três circuitos circulares diferentes que variam entre os 40 e os 120 quilómetros de extensão), há vários trilhos, percursos pedestres e praias fluviais para desfrutar. É uma zona especialmente indicada para a observação de aves, também.

Parque Natural do Alvão

O Parque Natural do Alvão fica encaixado entre Mondim de Basto e Vila Real, numa zona montanhosa. Por aqui, vale a pena explorar algumas das aldeias tradicionais, como Bobal e Lamas de Olo, mas também as várias cascatas. As mais conhecidas são a Cascata do Bilhó e as Fisgas do Ermelo. Em ambas é possível aproveitar as piscinas naturais para ir a banhos, mas o sítio mais famoso para o fazer são as “piocas”. O Miradouro do Alto da Cabeça Grande permite uma das melhores vistas para as Fisgas do Ermelo, mas para lá chegar é preciso percorrer um dos muitos percursos pedestres da zona.

A Estrada Nacional 304, que aqui passa, já foi considerada uma das melhores estradas da Europa para percorrer de mota. E muito se deve aos quilómetros de asfalto, muito panorâmicos, que aqui encontramos.

Parque Natural do Douro Internacional

O Douro alcança Portugal na nossa fronteira norte e segue, partilhando as paisagens com Espanha, até à zona de Vila Nova de Foz Côa. É nesta parte, em que o rio cria a fronteira entre os dois países, que se situa o Parque Natural do Douro Internacional. A paisagem, por aqui, é bruta: penhascos e mais penhascos com paisagens inacreditáveis e muita vida animal. Os miradouros estão um pouco por todo o lado e são precisos vários dias se os quisermos conhecer a todos. Entre Miranda do Douro e Vila Nova de Foz Côa, o Douro segue calmo e imponente.

Nos miradouros, o rio aparece-nos sempre lá em baixo distante, mas vale a pena aproveitar um dos cruzeiros ambientais para experimentar a paisagem de uma perspetiva inversa e conhecer a fauna e a flora da zona.

Serra da Freita

Para quem goste de paisagens naturais e geologia, a Serra da Freita e o Arouca Geopark são um autêntico paraíso. A Cascata da Frecha da Mizarela é a imagem mais conhecida desta serra, mas há paisagens bastante curiosas para descobrir. Por exemplo, “pedras parideiras” (porque delas nascem pequenas pedras) e “pedras boroas” (porque se parecem com broas) são alguns dos exemplos do quanto original esta zona pode ser. Pelo meio da paisagem, o Marco Geodésico de S. Pedro o Velho permite-nos observar até bem longe. O circular Miradouro do Detrelo da Malhada permite perceber a imensidão da paisagem e ouvir o silêncio. E o ponto alto, literalmente, é o Radar Meteorológico no Pico do Gralheiro ao qual é possível subir e, se o tempo o permitir, ver Portugal da Figueira da Foz até ao Porto.

Lá bem perto ficam os famosos Passadiços do Paiva, um trajeto de cerca de 8 quilómetros mas bastante exigente a nível físico, devido aos declives, para acompanhar o curso do Rio Paiva. E, mesmo ao lado, uma das maiores pontes suspensas do mundo, a Ponte 516 Arouca.

 

 

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