Vulcão de La Palma provoca efeito nas nuvens que chama a atenção da NASA

Stratocumulus. É este o nome do tipo de nuvem avistado numa imagem partilhada pela NASA que mostra o que está a acontecer no céu junto ao vulcão de La Palma. Em espanhol, os cientistas falam de “cielo caballa”, algo como “céu cavalinha”, dada a forma que as nuvens tomam quando estamos perante este fenómeno.

Segundo o ABC, este efeito tem origem em ondas gravitacionais concêntricas resultantes de fluxos e refluxos naturais e de impulsos em fluxo ascendente a partir da coluna vulcânica, neste caso do vulcão de Cumbre Vieja, que entrou em erupção no passado dia 19 de setembro.

Desde então, registam-se “efeitos atmosféricos de erupção”, segundo explica a NASA na legenda da fotografia partilhada – captada a partir dos sistemas de imagem satélite da agência espacial. A NASA indica ainda, na mesma descrição, que aquilo que se vê na foto são anéis de nuvens e cinza.

“Foi captada a imagem de uma nuvem densa de cinza que se dirigia para sul, que alcançou os três quilómetros e que colocou em risco os aviões da região”, refere também a NASA. A agência espacial acrescenta que a erupção “não foi suficientemente energética para injetar grandes quantidades de cinza e gases para a estratosfera, onde podem ter efeito fortes e duradouros no tempo e no clima, mas foi forte o suficiente para produzir uma coluna ascendente de emissões que ajudou a formar um padrão notável nas nuvens”.

Para que isto aconteça, é necessário que uma coluna de vapor de água e outros gases ascenda rapidamente até chocar com uma camada de ar mais seca e fria, neste caso a cerca de 5,3 quilómetros de altura. Aqui, a inversão da temperatura funcionou como uma espécie de tampa que fez com que as emissões vulcânicas subissem e aplanassem, estendendo-se horizontalmente.

 

 

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