Responsável da ONU pede que negociações ambientais não sejam adiadas (de novo). A Terra está a ficar sem tempo

A Cimeira de Kunming, na China, poderá ser adiada uma vez mais, o que significa que também as negociações em prol de uma estratégia conjunta que minimize a destruição dos ecossistemas sofrerão novo revés. O encontro está previsto para outubro e é já descrito como o maior evento dedicado à biodiversidade na última década, embora ainda não seja certo que se realize de facto.

Inicialmente, a Cimeira de Kunming estava marcada para outubro do ano passado, mas a pandemia de Covid-19 veio alterar os planos. Entretanto, já foi adiada duas vezes e Basile van Havre, co-chair da convenção das Nações Unidas para a diversidade biológica (CBD), teme que um novo atraso esteja em cima da mesa. Citado pelo The Guardian, o responsável considera que um terceiro adiamento ameaçaria as metas ambicionadas para esta década.

O objetivo da cimeira é elaborar um acordo semelhante ao de Paris, mas com foco na prevenção da extinção de espécies e no fim da destruição ambiental provocada pelo Homem.

Basile van Havre acredita que os países se devem encontrar presencialmente para as negociações pelo menos duas semanas antes da cimeira arrancar. No entanto, receia que esses encontros sejam improváveis sem que haja uma forte aposta na vacinação de todos os delegados tendo em conta as restrições da China no campo das viagens. Em alternativa, o responsável das Nações Unidas sugere que outro país receba as negociações preparatórias.

«Do meu ponto de vista, chegou a hora de arregaçar as mangas e colocar um plano prático em cima da mesa ou, então, enfrentar um novo atraso», afirma Basile van Havre. «Se temos de atrasar por alguns meses, tudo bem – todos podemos compreender isso. Mas vamos dar-nos um plano completo que nos permita reunir no prazo e não esperar que as coisas aconteçam por magia.»

O responsável acredita mesmo que se não for possível uma reunião presencial no curto prazo, não conseguirão estabelecer o acordo ambicioso que as Nações Unidos gostariam.

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