Portugal fora da ‘lista verde’ do Reino Unido? Foi “retaliação” e teve “motivos políticos”, acusa especialista

Uma especialista em infeciologia considera que a retirada de Portugal da “lista verde” do Reino Unido, para a “amarela”, poderá ter tido “motivações políticas”, segundo o ‘Independent’.

De acordo com o Secretário de Transporte do Reino Unido, Grant Shapps, a mudança foi feita devido a um número crescente de casos no país e à aparente deteção de uma “mutação do Nepal”.

Christine Tait-Burkard, especialista em imunidade da Universidade de Edimburgo, sugeriu, no entanto, que a decisão poderá ter sido tomada como “retaliação”, em resposta aos países europeus que exigem que os britânicos fiquem em quarentena à chegada.

“Portugal ainda é muito parecido com o Reino Unido na verdade, o que significa que o risco real de ir para o país não é necessariamente maior do que ficar no Reino Unido”, explicou.

Numa entrevista ao programa ‘Good Morning Scotland’, da BBC, a especialista afirmou que há potencialmente uma motivação política, “visto que muitos países europeus colocaram o Reino Unido na lista de quarentena.”

Também o presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes, reagiu ao anúncio, classificando como “política” a decisão avançada pelo ministro britânico de retirar Portugal da “lista verde” de viagens.

“É uma decisão que o Governo britânico tomou por uma questão de política interna e não por uma questão de risco”, afirmou, considerando que a justificação dada pelas autoridades britânicas “não utiliza Portugal como referência” para as infeções de covid-19 e até Malta, “que tem uma incidência de nove casos por 100.000 habitantes, ficou de fora” da “lista verde”.

“Estamos já a assistir a uma concentração de voos de repatriamento e a um cancelamento de voos para o período posterior e das reservas também em hotéis. Esperemos que esta medida seja revista o mais rápido possível, porque ela é de todo injusta”, comentou.

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